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DGS e a final da Champions: "Há sempre falhas, mas correu quase tudo bem"

DGS e a final da Champions: "Há sempre falhas, mas correu quase tudo bem"

A Direção-Geral de Saúde (DGS), a Polícia de Segurança Pública, a Câmara Municipal do Porto, a Associação de Comerciantes do Porto e o Turismo do Porto e Norte promoveram, esta segunda-feira, uma conferência de imprensa conjunta sobre a final da Liga dos Campeões, que se realizou no sábado passado na cidade Invicta. O balanço é positivo, mas Graça Freitas deixou alguns alertas à população.

A diretora-geral da Saúde começou por revelar que foram feitos, no contexto do jogo, 5600 testes à covid-19, que tiveram dois resultados positivos e identificaram um contacto de alto risco - as três pessoas em causa estão em isolamento -, como parte do plano elaborado para a Federação Portuguesa de Futebol.

As imagens de milhares de adeptos ingleses a conviver sem qualquer distanciamento físico ou máscara, enquanto consumiam bebidas alcoólicas na via pública, causaram polémica, sobretudo quando muitos municípios se preparam para anular, pelo segundo ano consecutivo, festas populares e outros eventos. Questionada sobre o facto de, por exemplo, a cidade do Porto vir a ter um São João condicionado por causa da pandemia, Graça Freitas optou por aconselhar a população.

"Digo o que digo a mim mesma: muitos de nós estivemos doentes, perdemos pessoas que nos eram próximas, muitos perderam o emprego e muitas empresas fecharam. Temos de usufruir da nossa vida, mas a cumprir as regras. Não é por algumas pessoas não as terem cumprido que nós não as devemos seguir. Usar a máscara, manter o distanciamento... Peço um bocadinho mais de paciência e calma para que mais portugueses sejam vacinados. Vamos sair de casa, vamos ao restaurante, mas vamos com cuidado", começou por referir a diretora-geral de Saúde.

"Num evento desta dimensão há sempre falhas, mas a maior parte do evento correu bem", acrescentou a responsável, lembrando que não existe "risco zero". "Os períodos de desconfinamento e as decisões são graduais. Não estamos a pedir demasiado aos portugueses: a pandemia ainda cá está, vai continuar, provavelmente de forma endémica, e ainda não podemos voltar à vida que tínhamos em 2019", lembrou Graça Freitas.

Já Paula Peneda, superintendente do comando metropolitano da Polícia de Segurança Pública, admitiu que a operação policial era de "dificuldade especial, tendo em conta o grande número de adeptos, alguns deles problemáticos", com o balanço a saldar-se em quatro detenções - duas por contrafação e outras tantas por agressão a agentes de autoridade - e um agente da autoridade ferido e que teve de receber assistência hospitalar. A responsável negou que o Corpo de Intervenção tenha recebido ordens para não intervir. "Claro que não. A PSP atua num quadro legal e essa ordem nunca poderia ser dada", justificou.

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Inácio Ribeiro, vice-presidente do Turismo do Porto e Norte, lembrou que "depois de um ano terrível" a final da Champions trouxe "um grande valor" para o sector, referindo que a taxa média de ocupação dos hotéis na cidade esteve nos 75%. Por seu lado, Joel Azevedo, presidente da Associação de Comerciantes do Porto, referiu que teve um "feedback" positivo por parte dos donos de negócios que lideram mais de perto com os adeptos ingleses.

"Um evento desta dimensão é importante para a cidade e não podemos condenar a organização por causa dos excessos de um ou dois indivíduos. Que surjam mais eventos destes na cidade", pediu, enquanto Catarina Araújo, da Câmara Municipal do Porto, lembrou que a autarquia só teve a responsabilidade de organizar as "fan zones" para os adeptos e que, nestes locais, "todas as regras foram cumpridas".

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