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Di María conta história de Ronaldo e fala da relação com Messi e Neymar

Di María conta história de Ronaldo e fala da relação com Messi e Neymar

É um dos grandes privilegiados do futebol: jogou com Ronaldo, Messi, Neymar e Mbappé, algumas estrelas do passado, presente e futuro do desporto. Di María contou uma história de quando Cristiano compareceu ao seu aniversário e bebeu cerveja com os seus amigos.

Di María partilhou balneário com Cristiano Ronaldo durante quatro épocas no Real Madrid e foram várias as assistências para o português e vários títulos conquistados. No primeiro aniversário do antigo jogador do Benfica em Madrid, decidiu convidar os seus amigos pessoais e alguns colegas de equipa como Pepe e Marcelo e, claro, Cristiano.

"Inicialmente até pensava que não vinha, mas mandou-me uma mensagem a dizer que sim. Chegou a minha casa, sentou-se com os meus amigos a beber cerveja. Assim tranquilo, como se nada fosse, surpreendeu-me imenso. Dentro de campo ganhou tudo assim, ao ser e ao dizer que é número um. Fora do campo é outra classe de pessoa", explicou, em entrevista à TyC Sports.

São poucos os jogadores que puderam ser colegas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, dois dos maiores jogadores da história. Di María é um dos poucos sortudos e confessou que Messi gosta de ser tratado como uma "pessoa normal" e não como uma estrela.

"Não gosta do espetáculo, por isso as pessoas com quem tem uma relação melhor são aquelas que o tratam de igual para igual e o fazem sentir dessa maneira. Porque se o tratas como ele é, um extraterrestre, ele não fica agradado, ele gosta é de partilhar momentos, ir comer um assado e passar um bom tempo", disse.

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O argentino do PSG explicou também que Messi tem uma alcunha especial para os amigos mais chegados. "É o melhor do mundo, mas para nós é o Leo, o 'baixinho' e tratamo-lo dessa maneira".

Na última década Neymar tem sido um dos melhores jogadores brasileiros e aquele que, durante algum tempo, pareceu ser o único próximo do nível de Ronaldo e Messi. Companheiro de equipa no PSG, Di María considera que o avançado é genuíno. "É aquilo que se vê. É alegria, está em festa todos os dias. O típico brasileiro, com um coração enorme porque é um fenómeno, uma pessoa excecional".

Na altura do Mundial 2018 Mbappé e Di María tinham um ano como colegas de equipa. A França derrotou a Argentina nos oitavos de final, mas Mbappé confessou o receio que sentiu ao enfrentar a seleção "albiceleste".

"Tinhamos equipa e jogadores para mais, quando jogámos contra a França o Kylian (Mbappé) disse-me em Paris que eles estavam cheios de medo de jogar contra nós. Reparámos nisso porque quando estávamos a ganhar por 2-1 eles estavam com medo, fechados lá atrás".

Mas no futebol nem tudo são histórias bonitas e um exemplo disso foi a passagem de Di María por Manchester. O argentino vinha de uma época de 11 golos e 23 assistências pelo Real Madrid quando foi vendido por mais de 70 milhões de euros ao United. Em terras de sua majestade não foi muito feliz, dentro e fora de campo, e considera que o treinador teve muita influência nesse insucesso.

"O Van Gaal foi o pior treinador que tive na carreira, era insuportável. Eu marcava um golo ou assistia e ele no dia seguinte vinha mostrar-me vídeos dos passes que eu tinha falhado. Colocou-me de lado desde o primeiro dia porque não gostava que os jogadores fossem mais importantes do que ele", explicou.

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