Melbourne

Djokovic tem isenção médica para entrar na Austrália por ter tido covid-19, dizem os advogados

Djokovic tem isenção médica para entrar na Austrália por ter tido covid-19, dizem os advogados

Novak Djokovic recebeu uma isenção médica para entrar na Austrália sem vacina, por ter estado infetado com covid-19 em dezembro, dizem os advogados. A estrela do ténis mundial pediu transferência do hotel para treinar antes de começar o Open, mas não tem a participação no torneio garantida.

A chegada de Novak Djokovic à Austrália - onde ia defender o título de número 1 mundial do ténis no primeiro Grand Slam do ano, que começa dia 17 - continua a dar que falar. Os advogados do sérvio fizeram saber, este sábado, que as autoridades fronteiriças mantiveram o tenista detido durante oito horas no aeroporto de Melbourne, onde chegou na quarta-feira à noite, sem vacina, e onde passou a maior parte do tempo incomunicável, antes de o seu visto de entrada no país ser cancelado e de ser enviado para um hotel.

PUB

Na tentativa de anularem a rejeição do visto, os representantes do atleta apresentaram este sábado em tribunal um documento que atesta, alegadamente, que Djokovic recebeu autorização para viajar a 1 de janeiro, por "cumprir todos os requisitos para uma chegada sem obrigação de quarentena". O recurso que apresentaram contra a deportação do tenista refere que lhe foi concedido o visto de entrada a 18 de novembro de 2021 e a isenção de vacina passada pela junta médica da Federação australiana a 30 de dezembro, justificada por um teste PCR positivo à covid-19 a 16 desse mês.

A Austrália só permite a entrada no país a quem tem a vacinação completa ou a quem apresente um atestado médico a justificar o motivo para não ter, que pode ser devido a infeção nos seis meses anteriores, problemas de saúde ou reação grave à primeira dose.

No entanto, de acordo com o jornal "The Age", o torneio impunha que os jogadores apresentassem toda a documentação para participar - ou certificados de vacinação ou motivos para isenção - até 10 de dezembro, para poderem ser analisados. E, uma vez que não é vacinado e que só recebeu a isenção de vacina já depois dessa data, Djokovic teria, segundo as regras da competição, de ficar de fora.

Retido no centro desde quinta-feira de manhã, o tenista pediu para ser transferido para um local onde lhe seja possível treinar, caso venha a poder participar no torneio, que é disputado entre 17 e 30 de janeiro e que Djokovic já ganhou nove vezes. Está a aguardar uma audiência em tribunal na segunda-feira, para evitar a deportação, numa altura em que o futuro do tenista permanece incerto.

Com covid-19 em ato público

Um dia depois de ter testado positivo, a 17 de dezembro, Djokovic compareceu, sem máscara, numa cerimónia para jovens jogadores em Belgrado, na Sérvia, onde entregou troféus e os diplomas aos jovens vencedores da temporada passada. De acordo com imagens divulgadas pela federação de ténis, Djokovic posou com vários funcionários e atletas (nenhum deles usava máscara de proteção). No dia anterior, quando testou positivo, a estrela do ténis tinha participado noutro ato público: a apresentação de um selo com a sua imagem.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG