Entrevista a Vanessa Fernandes

"Estar neste Mundo passa por ajudar o próximo"

O que a levou a aceitar o convite para participar na 2.ª Corrida pela Alegria do Movimento?

A causa em que está inserida e que mexe muito comigo. É o tipo de iniciativa a que nos devemos associar, pois é para ajudar crianças que têm a possibilidade de ter uma instituição, a Aldeia de Crianças SOS de Gaia, que as protege e lhes dá condições para terem uma família e uma vida normal.

As figuras públicas devem dar a cara por estas causas?

Devemos avaliar qual é a causa, a origem e quem está à frente. Existem cada vez mais corridas solidárias, mas só vou às que acho que vale mesmo a pena e que têm muito significado. Sermos mais conhecidos dá uma força maior às causas.

O cariz solidário motiva as pessoas a participar?

Claro que sim. Ninguém sabe o dia de amanhã e o que poderá acontecer. Todos merecemos ser felizes e ter o melhor na vida. Mas, nem sempre é assim. Estar neste Mundo passa também muito por ajudar e estar em contacto com o próximo. O que me alegra mais é ver alguém feliz por algo que fiz. Dar dinheiro é fácil, mas estar com as pessoas, dar tempo, afeto, paz e o coração é muito mais valioso.

Em que medida os atletas profissionais se devem envolver em ações que promovem a mobilidade?

Cada vez mais, as pessoas estão a adquirir hábitos desportivos, a ouvir o corpo, a olhar para si mesmas e a ver que podem ter uma qualidade de vida bem melhor se praticarem desporto.

Como profissional, o que sente por ver cada vez mais adeptos da corrida?

É muito bom. Como atleta de alta competição, o desporto faz parte de mim e faz-me falta. Quando deixar a competição vou continuar a correr, porque sinto-me bem e é algo que me tranquiliza. Quanto mais uma pessoa se movimenta, mais energia gera o corpo e mais anos de vida ganha. Parar é morrer!

Que conselho deixa para os novos praticantes?

Pratiquem a atividade desportiva, mas não exagerem no início. Sejam persistentes e não desistam.

Durante vários anos foi triatleta, agora está virada para as maratonas. É uma atleta de resistência?

Não fico muito satisfeita enquanto não levar o meu corpo ao limite. Tenho aptidão para ser uma atleta de resistência e dou-me bem neste tipo de provas, que têm qualidades que me definem: persistência, determinação, capacidade de acreditar e não desistir.

Ainda a voltaremos a ver a competir nas Olimpíadas?

O meu objetivo é estar nos Jogos Olímpicos de 2020, no Japão. É para isso que estou a trabalhar.