Desporto

Marginal de Gaia cativa desportistas

A prática de desporto tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos entre os portugueses, em especial nos últimos anos. Sozinhos ou em grupo, em ginásios ou ao ar livre, já são muitos os que encaram a atividade física como algo intrínseco ao seu dia-a-dia.

Quando chega a hora de perder algumas calorias, ganha peso o quanto cada um está disposto a despender para trocar as gordurinhas por músculos. E a verdade é que não é preciso gastar muito dinheiro. Bastam umas boas sapatilhas e muita força de vontade, pois locais para o fazer há de sobra... à borla e... com paisagens de encantar.

Como é o caso do Cais de Gaia e marginal até à marina da Afurada, percurso que será palco, no próximo dia 19, às 10 horas, da 2.ª Corrida pela Alegria do Movimento, iniciativa promovida pelo Jornal de Notícias e O Jogo, com o patrocínio da marca "Voltaren".

Diariamente, faça chuva ou faça sol, os passeios e passadiços são invadidos por centenas de pessoas a andar de bicicleta, correr ou, simplesmente, e, na sua maioria, a caminhar. De amadores a profissionais, de habituais praticantes a esporádicos, ao longo da zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia encontra-se tudo um pouco.

Numa manhã muito chuvosa e pouco convidativa a desporto ao ar livre, o JN foi encontrar Ana Pedreiro, 23 anos, Érica Fernandes, 19 anos, e Antónia Fernandes, 16 anos, três jovens remadoras do Clube Fluvial Portuense, a correr no Cais de Gaia. Como as intempéries nem sempre as deixam entrar nas águas do rio Douro, em especial quando há trovoadas, desta vez o treino foi feito em terra.

"Gosto de treinar na marginal pela liberdade que se sente. Correr nos pavilhões atrofia um bocado a cabeça. Assim, dá para arejar ideias e recuperar energias", diz Ana, a mais velha das três, sob o olhar atento e de concordância das outras colegas.

"Faz-nos bem, além disso a paisagem, quer do lado de Gaia, que do lado do Porto, é lindíssima, o que ajuda imenso", acrescente Antónia, a atleta mais nova do grupo. A única ressalva que fazem é ao estado do passadiço quando chove. "Fica muito escorregadio e é preciso ter mais cuidado, pois torna-se mais difícil correr", finaliza Érica.