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Gil Vicente - F. C. Porto

Dragão caça fantasmas com dois tiros certeiros

Dragão caça fantasmas com dois tiros certeiros

F. C. Porto afasta a crise antes da Champions com vitória clara em Barcelos, à custa dos bons golos de Uribe e Sérgio Oliveira. Gil Vicente continua aflito

O F. C. Porto voltou às vitórias na visita ao Gil Vicente, depois de dois resultados dolorosos diante de Sporting e Braga, que hipotecaram os principais objetivos da época, no campeonato e na Taça de Portugal. A equipa portista fez uma exibição segura e tranquilizou-se com o golo marcado logo aos sete minutos, num tiro de Matheus Uribe, que abriu caminho a uma vitória indiscutível. Os minhotos apresentaram-se com um onze de tração atrás, não mudaram nada depois de ficarem a perder e quando o técnico Ricardo Soares tentou arriscar qualquer coisa no segundo tempo, já Sérgio Oliveira tinha feito o 0-2 com um grande remate de longa distância.

A três dias do duelo com a Juventus, que vai decidir o futuro dos dragões na Champions, Sérgio Conceição não entrou em poupanças. O momento não o permitia. A única novidade foi o regresso à titularidade de Nanu, que deslocou Manafá para a esquerda. Os laterais foram mesmo dos melhores portistas, sobretudo na primeira parte, ao longo da qual o Gil não existiu no ataque e nem com uma linha de cinco defesas conseguiu impedir sucessivas jogadas de perigo junto da baliza de Denis.

Após o disparo certeiro de Uribe, Corona, Marega, Sérgio Oliveira e Otávio tiveram o segundo golo do F. C. Porto nos pés, mas o guarda-redes do Gil Vicente impediu que o resultado se dilatasse com uma série de boas defesas, deixando em aberto uma possível melhoria da equipa da casa na segunda parte, com implicações no resultado. Algo que não se viria a confirmar.

As lesões de Pepe e Tecatito Corona, que não os deixaram regressar ao relvado depois do intervalo, foram bem resolvidas, na perspetiva portista, pelas entradas de Luis Díaz e Malang Sarr, este bem mais seguro no centro da defesa azul e branca, após a desastrosa exibição na meia-final da Taça com o Braga, durante o tempo em que alinhou a lateral-esquerdo.

No minuto seguinte a uma ameaça de Lucas Mineiro, no ataque mais perigoso dos anfitriões, o F. C. Porto fez o 0-2 num tiro de Sérgio Oliveira que Denis não foi capaz de deter, e depois geriu com acerto a vantagem, sem passar por sobressaltos defensivos. Ao minuto 90, Evanilson ainda festejou o 0-3, mas o VAR anulou o golo por fora de jogo de Díaz.

Positivo:

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Boa dinâmica ofensiva dos portistas na primeira parte. Se tivessem sido eficazes no remate, o jogo estaria resolvido ao intervalo. Diogo Leite esteve seguro e Sarr também entrou bem na segunda parte.

Negativo:

Ricardo Soares tentou jogar com a intranquilidade do F. C. Porto e encher o corredor central de defesas e médios, mas o golo de Uribe estragou-lhe os planos. Os avançados gilistas foram inofensivos.

Árbitro:

Poupou amarelos, numa estratégia clara de não mostrar cartões. Diogo Leite arriscou num lance com Pedro Marques, aos 79m, mas a eventual falta aconteceu fora da área.

Veja o resumo do jogo:

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