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Dragão é palco ideal para a qualificação do F.C. Porto

Dragão é palco ideal para a qualificação do F.C. Porto

Esta terça-feira é dia de tudo ou nada para o F. C. Porto na Liga dos Campeões. A equipa portista é obrigada ao ganhar ao Zenit para estar nos oitavos-de-final, mas tem a tradição do seu lado: jogar em casa no momento da decisão tem sido sinónimo de bons resultados.

O F. C. Porto já esteve em maus lençóis no Grupo G, mas os resultados da jornada anterior deram-lhe a hipótese de decidir a passagem à fase seguinte no jogo desta terça-feira com o Zenit. Uma vitória garante a qualificação aos dragões e até poderá dar o primeiro lugar do grupo, se o APOEL, já apurado, perder em casa com o Shakhtar, pelo que o panorama não é tão negro como se pintava há duas semanas. E a história até diz que o F. C. Porto é bem sucedido quando tem de decidir em casa a questão do apuramento para os oitavos-de-final: em 2001/02, 2004/05, 2006/07 e 2007/08, a equipa azul e branca chegou à última jornada com tudo em aberto e conseguiu, diante de Rosenborg, Chelsea, Arsenal e Besiktas, respectivamente, os resultados de que precisava para seguir em frente (ver caixa).

Vítor Pereira pede inferno

"Este é um jogo muito importante porque define um objectivo claro com que partimos no início da época. Queremos continuar na Champions e chegar o mais longe possível nesta competição", afirmou, ontem, Vítor Pereira, na antevisão da partida desta terça-feira. "No F. C. Porto, estamos habituados a ter de ganhar. Nunca preparamos jogos para empatar. Temos consciência das nossas responsabilidades", acrescentou o treinador dos dragões, pedindo o apoio do público para a recepção aos campeões russos: "Os adeptos serão parte fundamental deste jogo. Deles espero exigência, mas também muita alma. Espero que criem um ambiente infernal e adverso para o Zenit, porque foi isso que eles nos criaram lá".

O técnico não se mostrou surpreendido pelo facto de a qualificação se decidir na última jornada, lembrando que tinha alertado para essa possibilidade logo após o sorteio. "Perspectivei, na altura, que este grupo ia ser discutido até ao fim. O APOEL provou em campo, com os seus argumentos, que também tinha de ser levado em conta", referiu.

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