Crónica de jogo

Dragões dão prova de vida no início do grupo da morte

Dragões dão prova de vida no início do grupo da morte

Nulo em Madrid num jogo muito personalizado da equipa portista. Polémica com um golo anulado a Taremi, já perto do fim da partida.

Não há volta a dar. O F. C. Porto da Champions é muito diferente do resto e o jogo de Madrid provou-o mais uma vez. Se é que era preciso. A equipa de Sérgio Conceição foi à capital espanhola impor um empate a zero ao Atlético e o resultado até podia ser outro, a favor dos dragões, se o árbitro, em conjunto com o VAR, não tivesse resolvido anular um golo a Taremi, a dez minutos dos 90.

O lance é muito polémico, mas pelas imagens percebe-se que o avançado iraniano é derrubado por Oblak antes de a bola lhe ter raspado na mão quando já se dirigia para a baliza. Para anular, o juiz romeno teria de marcar penálti.

Arbitrariedades à parte, o F. C. Porto voltou a desafiar as leis dos orçamentos e das cotações de mercado para se bater taco a taco com a milionária equipa de Diego Simeone. Conceição deixou-se de temores e devolveu ao onze o sistema com dois avançados, surpreendendo com a aposta em Corona para lateral direito e com o regresso de Zaidu à esquerda.

Desde o princípio, percebeu-se que a partida ia ser equilibrada. Com João Félix a titular, o Atlético até começou perigoso, num remate de Luis Suárez que o brilhante Diogo Costa defendeu bem. O guarda-redes do F. C. Porto esteve impecável durante todo o jogo e a verdade é que só voltaria a ser posto à prova na segunda parte. Seguros a defender e com algumas investidas rápidas no ataque, os dragões também criaram perigo, numa má finalização de Taremi e numa transição de Díaz, que isolou Zaidu. O nigeriano atrapalhou-se na hora do remate e ficou a ideia de que foi varrido a seguir. O juiz Ovidiu Hategan mandou seguir.

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O segundo tempo começou com mais Atlético, só que foi o F. C. Porto a cheirar o golo. A estrelinha que guiou o centro de Otávio para o ferro não acompanhou a recarga de Taremi, aqui desculpado pelo tom inesperado da jogada. Os madrilenos acordaram com as entradas de Correa e Griezmann (o primeiro obrigou Diogo Costa a bela defesa, pouco depois de ter entrado), mas os portistas aguentaram o embate, mesmo após a saída de Pepe por lesão.

Os últimos minutos foram muito intensos. Além do já referido golo anulado a Taremi, que podia ter dado a vitória ao F. C. Porto, houve problemas físicos a condicionar Corona e Wendell, e mais drama no quinto minuto dos descontos, quando Mbemba derrubou Griezmann, impedindo-o de seguir para a baliza. O congolês foi bem expulso, mas o livre de Suárez saiu por cima da barra e o empate não se desfez.

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