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É oficial: Mourinho vai treinar o Tottenham

É oficial: Mourinho vai treinar o Tottenham

O treinador português José Mourinho é o sucessor do argentino Maurício Pochettino no comando do Tottenham, anunciou esta quarta-feira o 14.º classificado da Liga inglesa de futebol.

Mourinho, de 56 anos, assinou contrato com os "spurs" até 30 de junho de 2023 e volta à Premier League, depois de duas passagens pelo Chelsea (2004/05 a 2007/08 e 2013/14 a 2015/16) e uma pelo Manchester United (2016/17 a 2018/19), que o despediu em 17 de dezembro de 2018.

"Estou entusiasmado por me juntar a um clube com tão grande legado e com adeptos tão apaixonados. A qualidade da equipa e da academia entusiasmou-me e fiquei atraído por poder trabalhar com estes jogadores", afirmou Mourinho, citado pelo clube londrino, que detém dois títulos de campeão inglês, conquistados em 1950/51 e 1960/61.

Também em declarações ao sítio do Tottenham, o presidente do clube, Daniel Levy, elogiou o treinador português, considerando-o "um dos mais bem-sucedidos treinadores do futebol".

"Ele tem uma vasta experiência, pode inspirar equipas e é um grande estratega. Ele ganhou títulos em todos os clubes que treinou. Acreditamos que ele vai trazer energia e crença para o balneário", frisou Levy.

O Tottenham, finalista vencido da última edição da Liga dos Campeões, ocupa, após 12 jornadas, o 14.º lugar da Premier League, com 14 pontos, menos 20 do que o líder Liverpool, campeão europeu.

Tottenham, o oitavo clube da carreira do "Special One"

Na sua carreira, o treinador luso, que já venceu duas edições da Liga dos Campeões, uma Liga Europa e uma Taça UEFA, além de oito campeonatos nacionais, também orientou o Benfica, a União de Leiria, o F.C. Porto, o Inter Milão e o Real Madrid.

Depois de vários anos como adjunto, no Estrela da Amadora, Sporting, F.C. Porto e FC Barcelona, Mourinho estreou-se como treinador principal no Benfica, em 2000/01, numa curta experiência que durou 11 jogos e pouco mais de dois meses e meio.

Mourinho, que fechou com um 3-0 caseiro ao Sporting, em 3 de dezembro de 2000, depois de arrancar com um desaire por 1-0 com o Boavista, no Bessa, em 23 de setembro, acabou por sair devido à mudança na presidência do clube.

Na época seguinte, rumou à União de Leiria, onde só durou 19 jornadas, uma vez que o FC Porto foi buscá-lo a meio da época, para suceder a Octávio Machado.

Ao serviço dos "dragões", Mourinho só precisou de duas épocas e meia para fazer história, nomeadamente com a conquista da Liga dos Campeões e da Taça UEFA, mais dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.

Depois de vencer a Champions, não resistiu ao convite do russo Roman Abramovich e rumou ao Chelsea, onde, com muitos milhões, construiu uma equipa que venceu a Premier League logo na primeira época (2004/05).

"Mou" conquistou dois troféus em cada uma das três épocas que passou em Stamford Bridge, incluindo dois campeonatos, mas acabou despedido no início da quarta.

Ingressou em 2008/09 no Inter Milão, clube que, em dois anos, conduziu a cinco títulos, entre os quais a sua segunda Champions, em 2009/10, em pleno Bernabéu, onde se instalou nas três épocas seguintes.

Pelo Real Madrid, num conjunto em que pontificava o seu compatriota Cristiano Ronaldo, Mourinho esteve três épocas e conquistou outros tantos títulos, a Taça do Rei na primeira, a Liga espanhola na segunda e a Supertaça na terceira.

Saiu sem conseguir dar aos "merengues" a tão desejada "10.ª", voltando ao Chelsea, pelo qual nada ganhou em 2013/14, para, em 2014/15, voltar a ganhar o campeonato, o que não impediu novo despedimento, em dezembro de 2015.

Na época seguinte (2016/17), aceitou o repto de "endireitar" o Manchester United, "órfão" desde a saída de Alex Ferguson, mas, após uma primeira época com três títulos, incluindo a Liga Europa, ficou em "branco" na segunda e não resistiu à terceira, somando novo despedimento em dezembro.

Agora, quase um ano depois, chega ao seu oitavo clube, o terceiro na Premier Legue, sendo que, quase 18 anos depois, volta a ingressar num clube a meio da época, o que tinha acontecido pela única vez na troca da União de Leiria pelo F.C. Porto (2001/02).