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"Era mais fácil estar num avião com uma mala cheia de dinheiro", diz Rui Vitória

"Era mais fácil estar num avião com uma mala cheia de dinheiro", diz Rui Vitória

Rui Vitória rejeitou a ideia de que é um treinador a prazo no Benfica, um dia após o presidente do clube ter admitido que recuou na decisão de o despedir, reconhecendo a necessidade de introduzir "mudanças" no futebol da equipa lisboeta.

O treinador disse que a permanência foi "uma decisão conjunta" com Luís Filipe Vieira, não motivada por interesses económicos, e apelou à união entre benfiquistas, depois de o presidente ter revelado que decidiu unilateralmente manter Rui Vitória no cargo, contrariando a decisão tomada em conjunto com a estrutura dirigente do clube de dispensar o técnico.

"Seria mais fácil hoje estar a apanhar o avião para outro lado qualquer. (...) Era a decisão mais fácil de tomar. Num lado uma mala cheia de dinheiro, no outro lado uma série de treinadores a quererem vir para aqui, porque este lugar é apetecível", disse Rui Vitória, manifestando-se "pronto para a luta".

A conferência de imprensa relativa ao jogo de sábado, com Feirense, da 11.ª jornada da I Liga, foi monopolizada pela temática da continuidade do técnico, que o próprio presidente admitiu ter estado por um fio, na sequência de uma série de maus resultados, o último dos quais uma derrota por 5-1, no estádio do Bayern Munique, para a Liga dos Campeões.

"Não sinto [que seja um treinador a prazo]. (...) Há momentos na vida que nos fazem refletir, pensar, mudar. Às vezes, tem de haver uma tempestade para as coisas entrarem no caminho certo e sinto essa energia. Aquilo que me trouxe ao Benfica, temos de o cumprir: ganhar. E vamos continuar a ganhar", assegurou.

Da "tempestade" que abalou o futebol benfiquista nos últimos dias resultou a necessidade de introduzir mudanças e Rui Vitória disse mesmo ser "muito provável que haja saídas em janeiro", após a reabertura do mercado de transferências.

Mas não só. "Claramente, há mudanças a fazer e de vária ordem. Temos de ser ainda mais exigentes e rigorosos. Cada vez temos de estar mais fechados. Para jogo de amanhã [sábado], vão estar 18 convocados e nem mais um. Não estarão 20, nem 21", anunciou.

O treinador que orientou o Benfica nos dois últimos anos do inédito tetracampeonato conquistado pelo clube entre 2014 a 2017, assinalou que a mudança terá de começar por si, mas terá de ser extensível ao plantel e que "todos os jogadores têm de sentir isso".

"Custou muito ganhar um 'tetra'. Quem está a chegar tem de saber perfeitamente o que é representar o Benfica. Se há um ou outro jogador que não percebeu isso tem de perceber rapidamente, senão não está aqui a fazer nada", assinalou.

Rui Vitória lembrou que a equipa da Luz ainda está a discutir a vitória em quatro provas, entre as quais o campeonato, a mais importante de todas, prometendo que "quem perdeu orgulho pelo Benfica" vai recuperá-lo e que "quem tem alguma eventual dúvida vai voltar a ter certezas".

O jogo entre o Benfica, quarto classificado da I Liga, com 24 pontos, e o Feirense, 15.º, com nove, realiza-se no sábado, no Estádio da Luz, em Lisboa, com início às 18:00.

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