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Milhares para o negócio entre portas fechadas

Milhares para o negócio entre portas fechadas
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Porto Street Stage faz disparar faturação na Baixa, mas também encerra estabelecimentos. Torre dos Clérigos fecha ao meio-dia.

A passagem do Rali de Portugal pela Baixa do Porto, esta sexta-feira, promete trazer milhares de pessoas às ruas da cidade, agitar o comércio local e garantir muita faturação no coração da Invicta. Ainda assim, nem todos os comerciantes estão convencidos, sobretudo aqueles que terão de fechar as portas devido à Porto Street Stage.

É o cenário que se advinha para a "Natura". Com as restrições à passagem de peões em frente da loja de roupa, "a única opção é fechar portas". "Não vale a pena, as pessoas vêm para ver o rali e não para as compras. Ainda anteontem, quando colocaram o gradeamento, houve menos movimento", lamentou Carla Martins.

Contas feitas, adivinha-se um prejuízo de cerca de 1800 euros para a "Natura". "Com a festa do futebol nos Aliados e o cortejo académico, este mês, temos faturado menos", revelou, acrescentado: "Vai ser difícil recuperar tudo".

Ao lado, no "Bazar Central", os clientes estão a ser informados de que só podem comprar até às 14.30 horas. Depois disso, a loja encerra.

As visitas à Torre dos Clérigos também vão estar condicionadas. Quem quiser subir, só o poderá fazer até ao meio-dia. Questionada pelo JN, a Câmara do Porto esclareceu que "há um mês começou um plano de comunicação que se destinava a avisar todos os comerciantes sobre os constrangimentos de trânsito".

Apesar de alguns constrangimentos, a verdade é que o rali tem um enorme impacto económico, que no ano passado ascendeu aos 137 milhões de euros e que ultrapassa os mil milhões desde 2007.

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