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Asics Fujispeed ou outra abordagem ao trail

Asics Fujispeed ou outra abordagem ao trail

E agora, para algo completamente diferente, eis as novas Asics Fuji Speed e um olhar diferente sobre a corrida em trilhos.

Mal as vimos, pareceram-nos mais maneirinhas do que o habitual calçado de corrida de montanha, sem solas a parecer barcos insufláveis, sem uma altura capaz de nos fazer atravessar o mar da Galileia sem entrar água.

Pegámos nelas e percebemos porquê. São mais maneirinhas precisamente porque têm menos material para fazer delas as sapatilhas de trail mais leves possíveis. Porquê e para quê? Para serem rápidas, ora. O nome delas não é por acaso.

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Calçámos-las e descobrimos imediatamente um defeito: são tão maneirinhas que têm uma forma mais apertada do que o mesmíssimo número de outros modelos. Ora isso significa um óbice para os trilhos, porque descer em sapatilhas mais justas é meio caminho andado para uma unha negra. Fomos procurar outras opiniões sobre as Fujispeed e encontrámos a mesma queixa.

E é pena, porque se não fosse isso seriam um prazer absoluto.

São mesmo muito leves no pé, sem desprezar o amortecimento, ao contrário do que parece (têm a generosa espuma da marca, Flytefoam). Pesam 210 gramas na versão feminina (240 na masculina). Para ter um termo de comparação, as novas Gel-Trabuco 10 pesam, respetivamente, 275 e 305 gramas. É muita diferença.

Saímos primeiro para a rua, para caminhar, apenas. E foi muito confortável. Seguimos depressa para os trilhos e, a meio da primeira subida, verbalizámos a satisfação por sentir uma aderência ao nível das melhores, o que nos fez parar para verificar qual era: a referência da marca, também, Asicsgrip.

E logo ali sentimos também um ligeiro incómodo na fricção da sapatilha na lateral do tornozelo. Com uma forma que se pretende minimalista, quase ao nível de meia, acaba por irritar as peles mais sensíveis. Mas aí o problema é nosso.

Outra sensação muito precoce foi a da frescura da sapatilha. A malha tecnológica (Nexkin) é tão fina que parece transparente e torna-se muito respirável.

Chegados a um trilho plano em terra batida, confirmou-se a rapidez que as Fujispeed proporcionam, não só pela leveza como pela passada. Importaram a tecnologia de sola de alguns modelos (Meta) de estrada da marca, Guidesole, que é uma espécie de plataforma em barco, com drop mínimo (5 mm) e que evita a flexão exagerada do tornozelo e ajuda à propulsão para a frente.

Somaram-lhe a placa de propulsão Prebax, que não é carbono mas funciona de forma semelhante.

Para ajudar à leveza, a língua não é almofadada, mas isso não quer dizer que seja desconfortável. E o sistema quick lace (com bolsa para guardar o atacador que sobra) ajuda a ajustar o pé na perfeição, até porque é assimétrico para ser anatómico, o que reduz a pressão do aperto.

Agora, como se sabe, tudo o que sobe desce, pelo que tivemos de descer e, como também se sabe, aí todos os santos ajudam. Aderência sem reparos, rapidez notável, estabilidade e, como era expectável, pressão nos dedos... Portanto, se optarem por estas meninas que são, no fundo, sapatilhas de estrada adaptadas à montanha, escolham um número acima do habitual.

Falta apenas uma última referência à estética: são seguramente das sapatilhas mais bem conseguidas da Asics.

Nota: o produto foi cedido pela marca

PVP: 160 euros

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