Português lá fora

Alexandre Santos: Comer com as mãos, mas em segurança

Alexandre Santos: Comer com as mãos, mas em segurança

Primeiro foi a Arábia Saudita, depois os Emirados Árabes Unidos, mais tarde o Egito e agora são, de novo, os Emirados Árabes Unidos. A parte profissional, claro, mas alguma coisa mais o Médio Oriente há de ter.

"É um contexto completamente diferente do nosso. Mas viver aqui, com as condições que nos oferecem, é muito fácil, principalmente nos Emirados, onde se vive bem a todos os níveis", refere Alexandre Santos, ao JN.

A religião, os costumes, a gastronomia, a meteorologia... Se em Sharjah, este treinador-adjunto conviveu numa cidade "cumpridora dos princípios e das regras que a religião muçulmana defende", onde, por exemplo, "é expressamente proibido o consumo de álcool", ao lado, no Dubai, deparou-se com uma realidade mais airosa. "Desenvolveu-se e organizou-se numa lógica de receber e proporcionar aos estrangeiros qualidade de vida e segurança. A segurança é tanta que é normal deixar-se telemóveis ou computadores em cima das mesas quando se vai a qualquer lado", resume o técnico, que já passou por F. C. Porto e Braga.

"Andar todo o ano de calção e t-shirt", porque a meteorologia assim o exige, também ajuda a dar encanto onde nem o idioma é um problema. "O inglês é a língua mais falada, não há necessidade de dominar o árabe", explica Alexandre Santos, ele que também se vai habituando à curiosa forma de se fazerem as refeições nas festas típicas. "É sentados no chão e a comer com as mãos. E o borrego assado é delicioso", completa.

Pastéis de nata... no Dubai

Globalização é, talvez, a melhor metáfora para definir o Dubai. E não se explica só com o facto de o inglês ser a língua mais falada. "Tudo está preparado e estruturado para o consumo, numa lógica assente em termos facilmente tudo o que nos possa apetecer, desde que se pague", adianta Alexandre Santos, destacando ainda "a facilidade dos acessos e a qualidade dos serviços". E Portugal já começa a ser representado no emirado, onde também não há falta de petróleo. "Neste momento, já existem restaurantes e cafés portugueses e com tudo o que há de típico no nosso país. Até pastéis de nata portugueses se consegue comer... É fácil gostar de aqui estar e de querer ficar por aqui um tempo", finaliza. Percebe-se.

Passe Curto
Nome Alexandre Miguel Crispim Santos
Clube Sharjah FC
Idade 40 anos (18/11/1976)
Posição Treinador-adjunto