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Depois do protótipo, a ASICS acerta com as GLIDRIDE

Depois do protótipo, a ASICS acerta com as GLIDRIDE

Era a novidade mais esperada da ASICS, depois de milhares de corredores terem sido deixado com água na boca com o lançamento do protótipo METARIDE. Aí estão as GLIDERIDE. E não desiludem.

Lembram-se das sapatilhas com sola a lembrar a tecnologia barefoot, em barco não dobrável, para evitar o impacto no calcanhar, reduzir o movimento de toda a parte inferior da perna e promover uma passada otimizada com o menor gasto de energia possível, essa obra de arte lançada a uns exorbitantes 250 euros.

Pois bem, têm progenitura a caber nas carteiras dos amadores: chama-se GLIDERIDE e são, na impressão que causam calçadas, iguais.

Passada a impressão, vamos por partes. Visualmente, a nova criação da ASICS é muito parecida com o protótipo. A sola é ergonomicamente curvada, ainda que menos, garante a marca, e a malha é semelhante, muito respirável, mas forte. Mas a segunda geração da nova tecnologia GUIDESOLE é - e isso é bom - mais leve, porque recorre menos ao gel a que a marca já habituou os utilizadores. A versão inicial carregava na zona do calcanhar uma quantidade de gel, a nossa ver, excessiva quando o conceito da sapatilha é uma passada na zona média do pé, sem impacto na parte traseira. Mantém-se algum gel que, insistimos, era dispensável. A garantia, contudo, é a de que o amortecimento cresceu - 7%, diz a ASICS nas espumas da sola superior e da sola inferior. Outra diferença está naquela pequena ponte a meio da sola, que desapareceu. A proteção do calcanhar também reduziu a quantidade de plástico, o que ajuda à leveza do novo modelo.

A diminuição da curva imprime um drop (diferença de altura entre calcanhar e dedos) de 5 milímetros, em vez do zero de diferença das anteriores. O novo modelo está, assim, no limite do minimalismo, sem retirar a sensação de correr descalço. De realçar ainda a excelente aderência ao piso, seja ele qual for, esteja o tempo que estiver.
Quanto à parte superior, é confortável com calcanhar e língua almofadados e reforços que evitam que o pé ande solto na forma, o que dá efetivamente jeito, dada a altura da sola. A três centímetros de altura, as GLIDERIDE são quase saltos altos.

Passada a habituação à estranheza da passada - que pode deixar nas nádegas uma ligeira sensação de contração - as GLIDERIDE são sapatilhas amigas. Classifiquemos-las assim. Porque são sapatilhas que vão sair connosco para uma corrida tranquila, daquelas em que se deita mais conversa fora do que velocidade. Daquelas em que os quilómetros não assustam os músculos. Daquelas em cujo final sobra aquele indescritível prazer de correr só porque nascemos para correr. Sem pressas e com o consolo de não termos deixar meio ordenado num par de sapatos. A marca promete nova evolução na primavera de 2020, a ver vamos. Por enquanto, as GLIDERIDE estão por aí, a um preço recomendado de 160 euros.

Nota: o produto foi-nos facultado pela marca.

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