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Ingleses deixaram mais de 750 milhões de euros só nos três grandes

Ingleses deixaram mais de 750 milhões de euros só nos três grandes

Liga inglesa enche cofres de dragões, águias e leões neste milénio, mesmo excluindo prémios por objetivos.

Cristiano Ronaldo é o caso de maior sucesso desportivo entre os jogadores que deixaram o campeonato português diretamente para o inglês, mas está longe de ter sido o mais lucrativo do ponto de vista lusitano. Nesse particular, o recorde pertence ao guarda-redes brasileiro Ederson, por quem o Manchester City pagou 40 milhões de euros ao Benfica. No entanto, sejam comunitários ou não, ano após ano sucedem-se as transferências de Portugal para Inglaterra, o que deixa a perceber que, caso o Brexit venha a colocar restrições de estrangeiros no futebol, Portugal também sairá prejudicado, sobretudo os três grandes, pois são obviamente eles que mais vendem para terras de Sua Majestade.

O JN socorreu-se do site especializado em mercado de transferências, chamado "Transfermarkt", e de comunicados oficiais para fazer o levantamento das vendas de F. C. Porto, Benfica e Sporting, neste milénio, a clube ingleses e chegámos ao valor total de 764,575 milhões de euros. Nestas contas, excluímos valores de empréstimos, como os três milhões de euros que o Wolverhampton pagou ao Benfica por Jiménez, e também prémios por objetivos, como os dois milhões desembolsados pelo Leicester ao F. C. Porto por Ricardo Pereira, ou qualquer tipo de outro valor, como mecanismo de solidariedade, e mesmo assim atingiu-se este valor astronómico. Um sinal claro de que o avanço para medidas de restrições de estrangeiros no futebol inglês também poderá deixar os dirigentes portugueses preocupados.

Ora, analisadas bem as contas, nota-se que F. C. Porto e Benfica são os clubes que mais dinheiro têm encaixado com transferências para Inglaterra, com o Sporting a surgir bastante atrás dos rivais.

Outro dado que salta aqui à vista é que grande parte dos jogadores transferidos dos três grandes para terras de Sua Majestade até são comunitários, ou seja, precisamente os mesmos que, com o Brexit, podem vir a encontrar mais dificuldades no objetivo que é comum a muitos futebolistas de um dia poderem jogar na Premier League.

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