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A estrela do Vigorosa é a família

A estrela do Vigorosa é a família

Clube portuense distingue-se pelo espírito de união e entreajuda. Ganhar não é o objetivo mais importante

O relógio marca 19.30 horas. O Pavilhão do Estrela e Vigorosa Sport, no Porto, já está cheio de miudagem. De um lado da quadra, os bambis treinam os livres de sete metros. Do outro, os infantis saltitam e serpenteiam as sequências montadas pelos treinadores. Ali, entre dribles, remates e cortes, há sempre espaço para mais um sorriso. Para um sorriso e para a presença dos encarregados de educação, sejam pais, tios ou avós. Chegam a conta gotas, e após os habituais "olás", beijos e alguns abraços, os corredores ficam totalmente preenchidos. E se em alguns clubes os pais são um problema para os filhos e até para os treinadores, no Vigorosa representam o oposto. "Cerca de 80% do que se faz neste clube deve-se à ajuda dos encarregados de educação. Em muitos desportos os pais incomodam e as posturas não são as mais corretas. Connosco funciona de forma diferente", explica João Fonseca, que coordena a secção de andebol do Estrela e Vigorosa Sport há nove anos.

Já vão longe os tempos em que os resultados assumiam proporções colossais. Hoje em dia, o Vigorosa ganha mais do que perde, e isso personifica, de certa forma, o bom trabalho que está a ser desenvolvido. "Ainda me lembro do primeiro jogo de infantis. Perdemos 74-0. Com um começo desses, só podia melhorar. O caminho tem sido feito com muito esforço e dedicação", afirma João Fonseca, realçando que nas idades mais novas os resultados desportivos são a parte menos importante. "É óbvio que todos os treinadores querem ganhar. Mas em crianças com seis, sete ou oito anos isso é o que menos importa. Os momentos aqui passados têm de ser relembrados no futuro como uma experiência positiva".