Portuguesa lá fora

Aprender na Suécia até à "cidade perfeita"

Jogadora da UD Levante, à direita, está rendida à vida em Valência

Foto D.r.

Nasceu no Alentejo, cresceu em Águeda, já andou pela Suécia e agora completa a emancipação em Valência. Para Jéssica Silva, isso de ser emigrante já teve muito que se lhe diga, mas agora não. "Os cinco meses que passei na Suécia foram muito importantes para mim. Tinha 18 anos e era a primeira vez que estava longe da família. Foi uma aprendizagem, não me arrependo", adianta a jogadora portuguesa, em conversa com o JN.

A frieza escandinava, o idioma "muito diferente" ou o inverno demasiado agressivo ficaram para trás. Agora, a realidade "é muito melhor". "Estou encantada com Valência!", salienta Jéssica Silva. Bem-vindos à perfeição: "Costumo dizer que o dia em que sair daqui vai custar-me muito. Valência é a cidade perfeita, tem tudo de bom. A praia, o bom tempo durante quase todo o ano, as temperaturas são amenas e não há aquele frio que nem te deixa sair à rua, come-se bem... É brutal, reúne todas as condições", resume a internacional portuguesa, de 23 anos, que também rebate o mito: "Não sinto que os espanhóis não gostam dos portugueses".

Depois, o idioma também facilita a integração numa cidade movida a "muitos estudantes, gente que vem de Erasmus", e, por isso, pouco dada à acalmia. Mas "há sítios para tudo", afirma Jéssica, ela que, quanto à gastronomia, também só tem coisas boas para dizer: "Come-se bastante bem. Eu gosto... Também cozinho em casa, mas sou de ir muitas vezes comer fora e adoro a paelha valenciana", completa.

Passe CurtoNome Jéssica Lisandra Manjenje Nogueira da SilvaClube UD LevanteIdade 23 anos (11/12/1994)Posição Avançada

O autógrafo que diz quase tudo

Há um episódio que resume, talvez melhor do que qualquer outro, as diferentes dimensões que o futebol feminino ocupa em Portugal e em Espanha. "Já aconteceu um senhor do Cabify ter-me reconhecido e no final da viagem pediu-me um autógrafo e uma fotografia", conta Jéssica Silva, antes de dar conta de todo um mundo novo para quem ainda não foi respirar o futebol feminino para o outro lado da Península Ibérica. "Há mais gente nos estádios, a projeção é muito grande, as jogadores ganham o suficiente para viverem só do futebol e quer a Liga quer os patrocinadores fazem um investimento muito grande na modalidade. Para se ter uma ideia, é como ter uma SIC a dar jogos todas as semanas...", explica Jéssica Silva.