Português lá fora

Rui Sousa: Na pátria de muitas pátrias, sobra a carne e a insegurança

Rui, em Belo Horizonte, com a mulher Mayara

Foto D.r.

É um país, mas podia perfeitamente ser um continente. O Brasil une-se em muitas coisas, mas é tão grande que se separa em outras tantas. "A pronúncia, a forma de estar, o poder económico, a gastronomia, mesmo a fisionomia das pessoas... Quase de um estado para o outro do país notam-se muitas diferenças. E as cidades do Sul são muito mais organizadas", explica Rui Sousa, em conversa com o JN, ele que atravessou o Atlântico em 2014 e fixou-se por lá em 2015.

Há uma coisa, no entanto, comum a todo o Brasil. "O ponto mais negativo daqui é a insegurança. Não tinha noção de que era assim. Eu vivo num condomínio fechado que tem segurança 24 horas por dia, não ando na rua à noite e frequento sempre locais com bastante gente e o mínimo de segurança", refere o observador português, já com alguns tiques na fala que o denunciam: "Sim, até as minhas sobrinhas ficam a olhar para mim quando digo algumas coisas".

E por falar nisto, convém também desfazer o mito de que o idioma não é um problema. "Por exemplo, eles ficam a olhar para mim quando eu digo "se calhar", não percebem o que quer dizer. Há palavras que usamos em Portugal e que eles nunca ouviram e eles têm expressões que não usamos. Aqui, relva não existe, diz-se grama", diz Rui Sousa. De resto, quem pensar estabelecer-se no Brasil, pois fica a saber que carninha não falta. Já o peixe... "Têm a cultura do "churrasquinho", comem picanha, maminha, todo o tipo de carne. E depois é muito arroz com feijão, quase todos os dias como disso", completa.

Passe curtoNome: Rui Pedro Vieira de SousaClube: América MineiroIdade: 43 anos (26/02/1975)Função: Coordenador de análise e mercado