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As sanções mais bizarras do futebol: a tourada, a campainha e a tampa de sanita

As sanções mais bizarras do futebol: a tourada, a campainha e a tampa de sanita

Ele há multas por tudo e por nada! Desafio: apresentar, nesta página, os casos mais bizarros, sancionados nas primeiras sete jornadas do campeonato de futebol. Das condições do relvado, aos apanha-bolas em número insuficiente ou que demoram demasiado tempo na missão de ajudar a repor o esférico em jogo, nada escapa, sobretudo aos delegados da Liga, dado que nos relatórios dos árbitros costumam vir os casos mais comuns, com destaque para os cartões amarelos e vermelhos exibidos. Se, decorridas sete rondas da prova, já é possível contar um leque tão variado de ocorrências, imagine-se quando a competição estiver numa fase mais avançada...

Campainha a tocar - 612 euros

Na 1.ª jornada, o Vitória de Setúbal, treinado por Lito Vidigal, recebeu o Aves e foi multado por se ter apresentado tarde para o reatamento do jogo. Se os atrasos são recorrentes e na maior parte dos casos nem sequer são justificados, o argumento utilizado pelos sadinos foi inusitado: o clube informou que não ouviu a campanhia do balneário do árbitro, apesar das chamadas de atenção do delegado da Liga.

Menos apanha bola - 765 euros

Ronda inaugural do campeonato, Moreira de Cónegos. O emblema minhoto recebeu o Sporting e, segundo os regulamentos, cometeu uma falha relevante, devidamente escrutinada pelos delegados da Liga presentes, que a catalogaram no âmbito da "violação de outros deveres". E o que aconteceu, afinal? Apenas estiveram presentes sete apanha-bolas, quando deviam ter estado nove...

Relvado a regar - 3825 euros

Bonfim, quinta jornada da Liga. O Vitória de Setúbal, que recebeu o F. C. Porto, teve problemas no sistema de regra. A situação não foi devidamente esclarecida, mas o certo é que a operação não se realizou, conforme está estipulado regularmente, isto é, ao intervalo e durante cinco minutos. O contratempo levou ainda a um atraso de quatro minutos, no início da segunda parte. E a Liga de Clubes lá passou a multa...

"Pub" fora do sítio - 765 euros

Portimão, quinta jornada. Os delegados da Liga no jogo dos algarvios com o Vitória de Guimarães detetaram uma situação insólita: entre o fim do aquecimento e o início do desafio, os jogadores da casa fizeram-se alinhar apresentando um painel publicitário de patrocinadores do clube, dentro dos 20 metros da linha do meio campo a contar do círculo central, espaço estipulado só para a publicidade da Liga.

"Jubas" aos abraços - 479 euros

Ronda número seis da Liga: no final do Sporting-Marítimo, "Jubas", a mascote da equipa leonina, abraçou o jogador Bruno Fernandes na entrevista em pleno relvado, perturbando, segundo os delegados da Liga, a normal realização do "superflash". A multa desencadeou uma onda solidária para com o boneco sportinguista, que contou também com a solidariedade de mascotes de outras equipas. Entretant, o castigo foi perdoado e o dinheiro da multa entregue a uma instituição de solidariedade social.

Luz a menos - 765 euros

Belenenses-Braga, da sexta jornada da Liga, disputado no Jamor, valeu uma multa fora do comum à SAD dos azuis. O jogo realizou-se com as torres de iluminação opostas à bancada central do Estádio Nacional, com um terço da iluminação, relativamente às torres da bancada central. Esta situação foi reportada durante o aquecimento e não foi solucionada, esclareceu a Liga, quando divulgou a sanção.

Apanha-bolas lentos - 765 euros

Sétima ronda, Ponta Delgada, jogo Santa Clara-Chaves. Após o golo da equipa açoriana, os delegados da Liga escrutinam uma mudança de postura dos apanha-bolas de serviço no recinto. E relatam: "Após o golo do Santa Clara, aos 28 minutos da segunda parte, os apanha-bolas alteraram o comportamento, tendo demorado mais de três segundos a repor a bola em jogo", lê-se no comunicado oficial.

Sem braçadeira - 287 euros

Estádio da Luz, clássico Benfica-F.C. Porto, jogo grande da sétima jornada da Liga. Sérgio Conceição, treinador da equipa portista, é apanhado a transgredir "outros deveres". Tudo por ter apenas utilizado a braçadeira identificativa da posição de técnico dos dragões, inerente à função, entre os 39 e os 45+2 da primeira parte. A ausência daquele objeto no tempo restante, valeu a Conceição 287 euros de multa.

Tourada à saída - 765 euros

Nova multa insólita, no clássico da Luz, da sétima jornada. O Benfica é punido, devido à "violação dos deveres de correção e urbanidade". Justificação: ter difundido, através da aparelhagem sonora do estádio, uma música do género "Paso Doble", estilo musical tradicionalmente utilizado nas corridas de touro. A opção musical foi considerada uma provocação à equipa portista, que acabara de perder o encontro.

Tapete artístico - 765 euros

Portimonense-Sporting, sétima jornada do campeonato. A SAD dos algarvios foi multada, porque a relva não estava cortada em faixas paralelas à linha de meio-campo, como é regulamentar, mas em faixas oblíquas. Os delegados da Liga foram informados pelo diretor de campo visitado que a alteração tinha como objetivo dar um "efeito visual diferente" ao tapete de jogo. A obra de arte custou 765 euros...

Tampa de sanita - 765

Esta multa só foi conhecida na última semana, mas ainda diz respeito ao Benfica-F. C. Porto, de 7 de outubro. Um adepto afeto ao emblema portista presente no Estádio da Luz, no setor reservado ao clube azul e branco, no interior da bancada, "transportou uma tampa de sanita e colou-a com fita cola no vidro que separa o setor 34 do 35", pode ler-se no documento divulgado pelo Conselho de Disciplina federativo.

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