Património

Promessa que se tornou uma certeza no Dragão

Promessa que se tornou uma certeza no Dragão

Aos 16 anos viajou de Faro para o Porto com uma bagagem repleta de sonhos e ambições, que mais tarde acabou por concretizar ao serviço dos dragões. João Rocha confirmou o estatuto de grande promessa nacional e brilhou, com grande intensidade, nas 11 épocas em que envergou a camisola dos azuis e brancos, tornando-se um exemplo dentro e fora de campo.

Terminada a carreira, e após conduzir a Sanjoanense e a Oliveirense a títulos nacionais, o ex-basquetebolista encontra-se a lecionar no Instituto Politécnico de Castelo Branco enquanto acalenta o desejo de regressar ao Dragão, agora como treinador.

"Não imaginava ser profissional de basquetebol. De um momento para o outro, passei de ter três treinos por semana para ter três por dia. Foi uma mudança muito grande, mas mostrei que estava preparado. Foi o viver de um sonho", recorda João Rocha, que conciliou sempre o basquetebol com os estudos.

"Ser jogador de basquetebol não chega para viver toda a vida", justifica o ex-jogador, "orgulhoso" por estar representado no Museu do F. C. Porto. "É um gesto bonito e de grande reconhecimento pelo basquetebol. Um bom exemplo de uma postura exemplar por parte do clube", considera João Rocha.

"O F. C. Porto marcou-me muito, tal como integrar o início da senda vitoriosa de uma geração. Foi uma aprendizagem diária, em que trabalhámos arduamente para conseguir resultados", lembra João Rocha, definindo-se como "um jogador de equipa", privilegiando sempre o coletivo. "Durante alguns anos fui capitão e revejo-me muito nesse papel. Muitas vezes é preciso sacrificarmo-nos em prol dos outros para ajudar a equipa. Foram esses valores que aprendi no F. C. Porto e que guardei para toda a vida".

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