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Sá Pinto: "Os árbitros evoluíram, os dirigentes nem tanto"

Sá Pinto: "Os árbitros evoluíram, os dirigentes nem tanto"

Sá Pinto. A lutar pelo título polaco, o treinador do Légia de Varsóvia fala do passado e do presente. Na vida e no futebol

Com o campeonato polaco parado desde meados de dezembro, Ricardo Sá Pinto, treinador do Légia de Varsóvia, trocou o rigoroso inverno do Leste europeu pela amenidade do clima português. Encontrámo-lo na península de Tróia, no final de um estágio de três semanas. Recebeu-nos com um sorriso largo, bem distinto do ar grave que exibiu durante todo o treino. Entre os "go, go, go" que ia gritando aos jogadores, não evitou uns quantos "vamos, carago". Ou como um tripeiro de gema, feito herói em Alvalade - no tempo em que era ele a correr atrás da bola -, nunca perdeu o ADN. Mesmo que o passar dos anos e a transição de jogador para treinador o tenham tornado bem mais ponderado.

Esse "vamos, carago" tem que se lhe diga. Continua a ser um homem fiel às origens?
[risos] Às vezes, falo em português, outras em francês. Temos 13 nacionalidades dentro da equipa. A língua oficial é inglesa, mas às vezes sai-me uma expressão portuguesa, o que é normal dentro da emocionalidade e da operacionalização do treino. E eles adoram que diga assim umas coisas. Até já imitam. Quanto a ser fiel às origens, sim, o Porto é a minha cidade. Foi lá que nasci e que vivi até aos 20 anos. É uma cidade que adoro, onde tenho os meus amigos e grande parte da minha família e onde tento sempre voltar, pelo menos no Natal. Não vou com a assiduidade que gostava, mas continua a ser a minha cidade, da qual muito me orgulho.