Património Nacional

Tocar o topo do Mundo e ainda ganhar um Óscar

Tocar o topo do Mundo e ainda ganhar um Óscar

Concentrar as memórias de uma carreira cheia numa imagem não é tarefa simples, mas Ricardo Figueira cumpriu a tarefa com distinção. Entre o quadro que o eterniza como campeão do Mundo, o Dragão de Ouro e a camisola com que viveu a última grande alegria na modalidade, o retrato do trajeto deste ex-hoquista fica bem composto.

"O título de campeão do Mundo é a cereja no topo do bolo da minha carreira", orgulha-se Ricardo. Ainda mais porque, nesse Mundial de 2003, a seleção portuguesa começou a prova como "patinho feio". "Nos jogos de preparação, os resultados não saíam e as pessoas estavam descrentes na seleção. Depois, no primeiro jogo do Mundial, começámos a perder 3-0 com a França e fomos ganhar 4-3. Passámos de uma seleção desacreditada a candidata à vitória", explica.

Mas esse 2003 reservou-lhe outros encantos: foi o ano da afirmação no F. C. Porto, por exemplo. O Dragão de Ouro que recebeu nesse ano serve de confirmação. "Simboliza a fatia mais importante da minha carreira e o reconhecimento do clube. É quase um Óscar", brinca.

E se nos dragões se catapultou para o sucesso, foi nos leões que se despediu em glória. "Esta foi a camisola que usei na Supertaça de 2015, que ganhámos ao Benfica. Foi a minha última grande alegria no hóquei em patins", conta o fisiatra que, depois de anos a conciliar a braçadeira de capitão com o departamento médico do Sporting, agora se dedica em exclusivo à medicina.

Passe Curto
Nome: Ricardo Jorge Maçaira e Figueira

Naturalidade: Bragança
Idade: 28/08/1981 (36 anos)
Clubes que representou: Académico de Bragança, F. C. Porto, Oliveirense, Sporting
Principais títulos: dez títulos de campeão nacional, quatro Taças de Portugal, cinco Supertaças, uma Taça CERS, um Campeonato do Mundo

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