Património Nacional

Uma obra de arte de se lhe tirar o chapéu

Uma obra de arte de se lhe tirar o chapéu

Uma grave lesão no tendão de Aquiles antecipou o adeus aos relvados de Rui Óscar, lateral que se notabilizou no F. C. Porto, brilhou no Marítimo e fez história no Boavista. Uma carreira recheada de bons momentos, de um futebolista que se deu ao luxo de recusar a transferência para o Benfica.

"Na altura de Vale e Azevedo, o Benfica estava a passar uma fase complicada e, após vários anos longe da família, optei pelo Boavista para estar mais perto de casa. Em boa hora o fiz", justifica Rui Óscar.

"Fui chamado à seleção sub-18 que foi campeã do Mundo e dei o salto na altura certa", considera Rui Óscar, campeão por F. C. Porto e Boavista. Pelo meio representou o Marítimo, onde brilhou ao marcar um monumental golo a Vítor Baía, com um fabuloso chapéu. "Joguei contra Ronaldinho Gaúcho e outros grandes nomes, mas o golo ao Vítor Baía, do meio-campo, foi o momento que mais gozo me deu. Tal como receber os parabéns do João Vieira Pinto, após a exibição que fiz contra ele pelo Leça ", recorda, sorridente.

"Sinto enorme saudade das épocas em que joguei no Boavista. Fizemos história ao conseguir algo que dificilmente se repetirá, graças a um grande plantel e uma Direção muito boa", diz, orgulhoso, Rui Óscar, que está há 12 anos afastado do futebol. "Podia ter jogado mais quatro ou cinco anos, mas saí de uma forma muito rápida, devido à lesão. Trabalho numa empresa de estofos e estou feliz".

Passe Curto
Nome: Rui Óscar Neves de Sousa Viana
Idade: 42 anos (17/12/1975)
Naturalidade: Gondomar

Percurso: F. C. Porto, União de Lamas, Leça, Marítimo, Boavista e Beira-Mar
Títulos: Campeão europeu sub-18 e dois campeonatos nacionais

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