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Teste de produto

Para um efeito saltitante

As sapatilhas Novablast 3 da ASICS são sérias concorrentes a companheiras diárias.

Digam o que disserem os indefectíveis dos clássicos, a revolução dos últimos anos no Mundo das sapatilhas de corrida tem produzido exemplares que só podemos classificar de fabulosos. Não porque nos levem mais longe mais depressa, mas porque conseguem transformar a corrida em prazer absoluto.

É seguramente o caso da terceira geração das ASICS Novablast. A marca utiliza o adjetivo saltitante para lhe realçar a mais marcante característica. Acrescentaríamos voadoras. O acrescento de 1 mm de espuma, na sua versão tecnológica mais recente (FF Blast™ Plus), já usada noutros modelos, tirou 22 gramas em relação ao modelo anterior (pesam 253 gramas nos modelos masculinos e 22 nos femininos). E a sensação de projeção na passada é evidente.

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A sola tem um novo design, que a marca diz ser inspirado no origami, consistindo em traços geométricos. Se isso ajuda a tornar a sapatilha saltitante é um mistério para nós. Mas torna-as seguramente bastante vistosas. Até porque a geometria se estende à malha jacquard superior, respirável, agradável à vista e feita com 75% de materiais reciclados. Não fosse o aspeto volumoso da sapatilha, seriam perfeitas para o dia-a-dia, pelo conforto que conferem.

O retorno de energia reflete-se na performance da sapatilha, que acaba por nos levar um pouco mais depressa do que, por vezes, desejaríamos. E nem sequer precisa de uma placa de carbono. Ou seja, é uma sapatilha que nos oferece treinos longos descansados e corridas curtas e rápidas. Serve para tudo, na verdade.

A língua também foi repensada para proporcionar melhor ajuste ao pé, apresentando um corte na parte superior, dando-lhe uma forma de asa. Faz perfeitamente o seu trabalho, apesar de ser extraordinariamente fina (1,3 mm), e não se movimenta durante o esforço.

Quanto à sola exterior (tecnologia ASICS Ahar), protege a espuma e parece ser duradoura. Apesar da altura (31 mm - 23 mm), as Novablast 3 são bastante estáveis, mesmo em ritmos mais acelerados, o que se deverá ao aconchego forte do calcanhar.

Uma última nota positiva para a sustentabilidade: além de 75% do material da malha ser reciclado, o tingimento da palmilha é feito com menos 33% de água e menos 45% de emissões de carbono. Em termos de peso, 50% dos materiais de poliester são reciclados.

Conclusão: estamos convencidos. E são mais baratas do que os grandes clássicos da marca, ainda que sejam um investimento considerável: o PVP é de 150 euros. Para quem gostar de andar combinado, a ASICS preparou camisolas com um design que casa muito bem com as Novablast 3. Também as testámos e são muito respiráveis.

Nota: o produto foi cedido pela marca

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