Património Nacional

Rogério Matias: Pesadelo, redenção e bruxaria na camisola

Rogério Matias: Pesadelo, redenção e bruxaria na camisola

Marcar um autogolo nem sempre tem de ser sinónimo de um jogo para esquecer e a camisola que Rogério Matias exibe prova-o. Usou-a num encontro entre V. Guimarães e F. C. Porto, na época 2000/01. "Primeiro, fiz um autogolo que lhes deu o 1-0. Depois, já com o F. C. Porto a ganhar 2-1, marquei o golo do empate, num remate de fora da área que saiu ao ângulo", lembra o ex-futebolista.

E se aquele jogo foi também um volte-face numa época que não estava a correr bem e daí em diante melhorou, há outro episódio dessa temporada que não esquece. "Disseram-nos que ia lá um psicólogo, para nos ajudar, e pediram o máximo sigilo. Às tantas, aparece o bruxo Alexandrino de megafone no balneário. Começou toda a gente a rir-se", conta.

Num álbum de memórias onde tem uma final da Taça de Portugal, pelo Campomaiorense, e duas participações europeias, ao serviço do V. Guimarães e do Standard de Liège, guarda com especial carinho o dia em que o pequeno-almoço foi interrompido por uma chamada vinda da Federação. "O Mário Silva tinha-se lesionado e disseram-me que tinha de viajar imediatamente", conta, a propósito da primeira de cinco internacionalizações.

Uma dedicatória especial também para Manuel Bento. "Tive duas lesões muito graves nos dois joelhos. Aos 22 anos, estava sem clube, houve quem chegasse a dizer que estava acabado para o futebol e foi ele que me deu a oportunidade de relançar a carreira no União de Coimbra", recorda, agradecido.

Passe curto
Nome: Rogério Pedro Campinho Marques Matias
Naturalidade: Vila Franca de Xira
Idade: 42 anos (22/10/1974)
Clubes que representou: Benfica, Fafe, Amora, Académica, União de Coimbra, Maia, Campomaiorense, V. Guimarães, Standard Liège, Rio Ave.

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