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Saucony Peregrine 10, as minimalistas da mudança

Saucony Peregrine 10, as minimalistas da mudança

Adivinhem quem voltou? A Saucony arrancou o ano de 2020 com muitas novidades. As famosas Peregrine voltam a receber honras de destaque no JN Running. É a décima geração de um modelo premiado pela Runner's World e estamos curiosos para saber o que mudou desde a última versão.

Ao abrir a caixa

Impossível não notar logo duas grandes diferenças. A Saucony parece ter desistido do ISOFIT, a tecnologia que une a malha superior da sapatilha à base e dá a sensação de "meia calçada". Aprendemos a gostar desta forma de calçar e estranhamos o passo atrás que a marca deu, mas as dúvidas tiram-se na corrida.

E a sola! Estamos a falar de trail ou motocross?

Os tacos são muito salientes, completamente diferentes do ladrilhado estilo "crocodilo" que vimos no modelo anterior. Nas Peregrine 10, o solado PWRTRAC divide-se em setas orientadas para a tração em subida e no sentido oposto do meio do pé para trás. Ao pressionar com as mãos nos tacos, percebemos que são bastante moles, e lembramo-nos logo de solas famosas, como as Vibram Megagrip. Será que estão à altura?

Menos latim, mais monte.

Ao calçar as sapatilhas fica logo uma impressão que agrada imenso. O conforto no peito do pé é fantástico. Não se sentem os pontos de contacto da língua com a parede da sapatilha. Não se sente a dureza dos atacadores - e o atleta marreta que assina quase estrangula o pé quando corre.

Não sentimos o "drop". É normal?

É aquela diferença de altura entre o calcanhar e a ponta do pé, vulgarmente conhecido como "drop". Aqui a questão é pessoal. Não estamos habituados a drops baixos em sapatilhas de corrida, seja em estrada ou trail. No nosso caso, o "normal" é 8mm. Não é fácil a mudança, mas diz o ditado "nunca digas nunca".

Há teorias que defendem que o risco de lesões é superior e outras que dizem que ajudam numa postura de corrida mais correta. Não vos vamos maçar com essas informações. Se quiserem, há todo um universo de estudos e opiniões na internet...

E corridinha que é bom e a gente gosta?

Fizemos aproximadamente 70 Km com as Peregrine 10. De salientar o primeiro treino, que foi um dia em que São Pedro estava particularmente mal disposto e transformou os terrenos de Espinho num verdadeiro campo de batatas e lamaçal. Foi um treino de 20 Km com desafios como travessias de rio com água pela cintura, árvores caídas, lama com o pé a enterrar, pedra e algum asfalto. A tração das Peregrine foi incrível. Só mesmo em algumas partes em que o terreno era muito inclinado e o chão estava coberto por folhas de eucalipto, que é uma forma de criar um pequeno escorrega natural, é que falharam.

Depois desta aventura, experimentámos as Peregrine pela zona do Paleozóico, em Valongo num dia de sol. Fizemos um misto de terra, pedra solta, single-tracks de terra batida sempre seca e xisto. Não falharam e, em descida, apesar da nossa tendência para travar, agarraram o terreno sem derrapar.

Contas feitas

A verdade é que de pouco ou nada importa o "drop" de 4mm das Peregrine 10. São confortáveis e amigas do nosso pé no conforto superior. A apontar defeito, talvez o amortecimento a meio do pé não seja o melhor, mas na balança performance versus desempenho, a tendência é mesmo para a direita. Ficámos amigos e vamos continuar a passear juntos.

Preço: 140€

Nota: O artigo foi cedido pela marca

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