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Um histórico do voleibol de olhos postos no futuro

Um histórico do voleibol de olhos postos no futuro

Académica de Espinho pretende revitalizar pavilhão e construir um novo. Obra é essencial para crescer.

Reza a lenda que aquele que bebesse da água da fonte da Quinta do Mocho, situada bem perto do pavilhão da Associação Académica de Espinho, não mais deixaria a cidade. É apenas uma história, é certo, mas o clube, que ganhou a alcunha dos Mochos e criou uma escola de voleibol com o mesmo nome, esforça-se diariamente para que aqueles que o procuram também o passem a sentir como uma parte de si. José Fernandes regressou este ano à Académica para coordenar a formação do voleibol. Ao longo da carreira, defrontou-a por diversas vezes e, nessas ocasiões, nunca escondeu "um bocadinho de inveja por não sentir algo que as equipas da Académica tinham e os adversários não". "É notório, no clube, um nível elevado de cumprimento das regras, sociais e do jogo", diz o coordenador, para quem "o resultado desportivo apenas tem interesse circunstancial, não mede o mérito desportivo".

Ricardo Gomes vai mais longe. "Ser-se campeão não é levantar um troféu, é conseguir ultrapassar as adversidades", sublinha o treinador, de 42 anos, 16 dos quais passados na Académica.