Quem olha para o currículo de Ester Alves percebe que a atleta de trail running não foi feita para trilhos fáceis. Não estamos a falar do doutoramento em Biologia e na carreira como investigadora. A história que lhe contamos está escrita nas paredes da casa da mãe.

Trail Running

Fomos à descoberta do "altar" de memórias de Ester Alves

Fomos à descoberta do "altar" de memórias de Ester Alves

Na ultramaratona do Evarest, a atleta da Salomon Suunto, conseguiu um 2º lugar. Percorreu 160 km em 27 horas num percurso que foi tudo menos fácil. "Passei fome numa das etapas, quase desmaiei mas isso é uma sensação que todos os corredores sentem, estamos lá por isso", conta entusiasmada. A este desafio soma muitos outros. Foi a melhor portuguesa de sempre no ultra trail de Monte Branco, uma das provas mais desafiantes do mundo, e foi também uma das portuguesas a percorrer 250 km no deserto do Sahara, na Maratona das Areias.

Mas para voltarmos a estes lugares e percorrermos os desafios da atleta, fomos ao "altar" das memórias. É à casa da mãe, no "quartinho pequeno onde estão todos os troféus" que Ester volta quando quer recordar as aventuras das provas. "Isto mais parece uma casa de velharias", atira Maria Valério entre as medalhas espalhadas pela sala. A preocupação desta mãe, que vai acompanhando as aventuras da filha pelo Facebook, deixam-na cautelosa quando fala do percurso de Ester Alves. "Ando sempre com dores de cabeça, aflita. Ainda agora para o Nepal foi terrível. Na Costa Rica também, lá por causa dos crocodilos e das cobras".

Os riscos a que Ester Alves se expõe nas corridas são a grande preocupação da mãe que diz ser uma das culpadas pela "maluqueira" da filha."Os meus genes passaram para ela. Eu como não tive oportunidade de nada, porque eram outros tempos... o que eu não pude fazer ela faz", conta. Tanto faz que a casa onde Ester Alves cresceu está recheada de troféus e memórias de uma vida dedicada a desafios.

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