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"Voltas do Impossível", a aventura que continua sem vencedores

"Voltas do Impossível", a aventura que continua sem vencedores

Decorreu, no último sábado, a 2.ª edição das Voltas do Impossível, uma "longa metragem" que reuniu 50 "Pilhas" em Rio de Frades, com um objetivo comum: ver o seu nome inscrito na grande Rocha de Xisto e desfrutar das belas paisagens da Serra da Freita.

Tal como qualquer grande filme, há quase sempre uma sequela. O "pai do trail", José Moutinho, permitiu a cerca de 50 "pilhas", assim se apelidavam os mineiros que por ali passavam em Rio de Frades, percorrerem a segunda edição das "Voltas do Impossível".

O evento tem como grande inspiração as míticas Maratonas de Barkley nos Estados Unidos, sob a tutela do carismático Lazarus Lake. Por cá, o esquema é muito semelhante. Uma carta de condolências funciona como aceitação para tentar a sorte no percurso desenhado por Moutinho. Para concluir a inscrição, cada participante tem de entregar uma matrícula, uma cerveja artesanal e houve até quem entregasse um salpicão.

Os ânimos estavam em alta no momento da partida, a manhã perfeita, o dia prometia ser quente e, efetivamente, foram as altas temperaturas o grande adversário, notando-se, logo no final da primeira volta (21 quilómetros com 1300 metros de elevação), que o calor iria colocar a resiliência dos atletas à prova. Dos 50 atletas, só 27 ingressaram na segunda volta, que se realiza no sentido oposto, e destes 27 só 3 passaram à terceira volta, sendo que, o som do sino e a música do "Taps" eram escutados sempre que cada atleta desistia, um momento de máximo respeito, feito em sentido e com a mão no peito. Uma homenagem a quem, pelo menos, tentou tornar possível o impossível.

Uma vez mais, a pedra de xisto ficou vazia de nomes, mas as fotos do Matias Novo mostram um pouco das memórias dos "pilhas" que por lá tentaram a sua sorte.

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