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Ex-guarda-redes da Real Sociedad Westerveld confirma injeções mas nega "doping"

Ex-guarda-redes da Real Sociedad Westerveld confirma injeções mas nega "doping"

O ex-futebolista Sander Westerveld admitiu, num artigo publicado esta quarta-feira na revista holandesa Voetbal International, que quando era jogador da Real Sociedad alguns jogadores eram injetados antes e depois dos jogos, mas negou a utilização de substâncias proibidas.

A revelação do ex-guarda-redes Sander Westerveld surge após as declarações do ex-presidente da Real Sociedad Iñaki Badiola, que revelou a existência, quando chegou à direção do clube espanhol, de um "saco azul" para a compra de substâncias dopantes.

"Durante as sete épocas anteriores à nossa direção, os responsáveis do clube geriam um fundo extraordinário para a compra de medicamentos e produtos considerados dopantes", defendeu Iñaki Badiola, presidente da Real Sociedad entre janeiro e dezembro de 2008.

Sander Westerveld adiantou que o recurso a injeções intravenosas aquando do seu tempo na Real Sociedad era uma "prática levada a cabo de forma totalmente aberta e clara" e defende como "pouco provável o uso de substâncias proibidas".

"Considerando todas as histórias recentes, não ponho a mão no fogo por ninguém, mas nunca notei que alguém recebesse algum produto proibido", adiantou Westerveld, estranhando o facto de Iñaki Badiola só falar agora no tema e não especificar nomes.

Westerveld, que representou a Real Sociedad de 2001 a 2004, recorda que o segundo lugar alcançado em 2003/04, atrás do campeão Real Madrid, foi alcançado com futebol de qualidade técnica e tática.

Durante uma entrevista ao jornal AS, Iñaki Badiola acusou os médicos Eduardo Escobar e Antxon Gorrotxategi de terem comprado produtos proibidos no mercado negro, com o conhecimento dos responsáveis do clube basco.

Iñaki Badiola avança ainda a possibilidade de ligação entre este caso e o processo "Operação Puerto", a decorrer na justiça espanhola, que envolve o médico Eufemiano Fuentes como principal suspeito.

Esta suspeita é sustentada com a referência a uma sigla "RSOC" em documentos na posse de Eufemiano Fuentes e que foram, no âmbito do processo "Operação Puerto", apreendidos pela Policia espanhola.

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