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F. C. Porto SAD com prejuízo de 58 milhões de euros

F. C. Porto SAD com prejuízo de 58 milhões de euros

A SAD do F. C. Porto apresentou, esta quarta-feira de manhã, as contas do exercício relativo à época 2015/16, tendo revelado um resultado negativo de 58,4 milhões de euros

O administrador Fernando Gomes justificou o resultado, que estabelece um recorde negativo na sociedade azul e branca, com a "política assumida, em sintonia com a equipa técnica, de não vender os principais jogadores do plantel" durante a janela de transferências do verão passado, pois isso representaria um "duro golpe nas aspirações do clube" para a temporada em curso, nomeadamente no que diz respeito ao apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

"No final da época passada, tivemos solicitações, para um total de 95 milhões de euros, com vista à venda de jogadores como Danilo, André Silva e Herrera, que consideramos a espinha dorsal do plantel, mas assumidamente entendemos não o fazer, para não desfalcar a equipa", revelou.

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Gomes assumiu que o prejuízo apresentado, em contraponto com a temporada de 2014/15 (o resultado do ano passado tinha sido de 19,4 milhões positivos, havendo por isso uma diferença de 78 milhões) reflete uma "época má no que diz respeito à performance desportiva e aos prémios de participação nas competições europeias", e tem consequências ao nível do "incumprimento do fair-play financeiro da UEFA", ainda por definir pelo organismo que tutela o futebol europeu.

O administrador projetou, como política para os próximos três anos, a "diminuição dos encargos com o plantel", que, neste resultado, contabilizando salários e amortizações, atingiram os 100 milhões de euros. O objetivo da SAD portista é ficar "cada vez menos dependente de receitas extraordinárias", proporcionadas pela venda de passes de jogadores.

O ativo da sociedade, segundo as contas, subiu para 375 milhões (cresceu 15,8 porque o valor contabilístico do plantel aumentou e é agora de 90,6 milhões). Por outro lado, o passivo total atinge os 349,2 milhões de euros, o que representa um aumento de 73 milhões face ao período homólogo, fundamentalmente pela operação que envolveu a aquisição do Porto Canal.

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