Andebol

F. C. Porto sagra-se bicampeão em nome de Quintana

F. C. Porto sagra-se bicampeão em nome de Quintana

O F. C. Porto sagrou-se, este sábado, bicampeão nacional de andebol depois de vencer (35-32) o Águas Santas, no Dragão Arena, na antepenúltima jornada do campeonato. Azuis e brancos continuam sem perder e não esqueceram o malogrado guarda-redes, falecido em fevereiro deste ano.

Era uma questão de tempo. Contando por vitórias os 27 jogos disputados até agora no campeonato, o F. C. Porto não desperdiçou a primeira oportunidade de selar o título, o 22.º na história azul e branca, tornando-se no clube com mais troféus de campeão em Portugal, superando os 21 do Sporting.

O destino tem destas coisas. No duelo da primeira volta, Alfredo Quintana fez aquele que seria o seu último jogo com a camisola portista, antes de falecer a 26 de fevereiro, na sequência do ataque cardíaco sofrido durante um treino no Dragão Arena.

O sucesso portista foi selado com um triunfo relativamente complicado frente ao Águas Santas, que mostrou o porquê de estar no quarto lugar da classificação e que deu uma enorme réplica aos novos bicampeões nacionais.

O guarda-redes luso-cubano foi, naturalmente, lembrado, com enorme emoção, na hora da festa portista. Mal terminou o encontro, a imagem de Quintana foi mostrada nos ecrãs gigantes do pavilhão e esteve no pensamento de todos os atletas e responsáveis da equipa.

"É um sentimento muito especial por causa de uma pessoa muito especial e que nos faz muita falta. Tínhamos de lhe dar este último título, a ele e à família. Não ultrapassámos o que aconteceu, mas com a força que ele nos deu, lá em cima, ajudou-nos a conseguir este objetivo", afirmou António Areia, com uma t-shirt onde se lia "Por ti, Quintana".

"Ele tinha um espírito indomável e estaria aqui a festejar como um louco este campeonato. E só uma grande família como esta é capaz de passar pelo que passamos e vencer o campeonato", acrescentou o ponta direita do F. C. Porto.

PUB

Mal soou o apito final, e enquanto os jogadores portistas festejavam, o treinador Magnus Andersson esteve uns minutos sentado, sozinho, a refletir no sucesso e não só. "Estou muito orgulhoso desta equipa. Foi um ano difícil e estas emoções são pelo Alfredo. É duro", afirmou o técnico sueco.

"Depois do que aconteceu, toda a gente nos deu muita força para voltarmos a jogar andebol. Sem o Alfredo não era fácil, mas ele esteve connosco. Ninguém merece mais este título", acrescentou Andersson.

Seguiu-se a entrega das medalhas aos atletas e técnicos, com todos a envergarem camisolas com o nome de Quintana nas costas. E foi a companheira do guarda-redes, Raquel Ferreira, que entregou a taça de campeão aos jogadores do F. C. Porto, num momento emocionante no Dragão Arena.

Os grandes campeões nunca desaparecem.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG