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Falcao confiante e agarrado a "pequena possibilidade" de ir ao Mundial

Falcao confiante e agarrado a "pequena possibilidade" de ir ao Mundial

O futebolista colombiano Radamel Falcao afirmou que está a "trabalhar com afinco, agarrado a uma pequena possibilidade" de ainda poder disputar o Mundial, 48 horas depois de ter sido operado a uma lesão ligamentar.

"Tento não pensar como estarei daqui a três ou quatro meses. Foco-me a 100% no que tenho que fazer no dia a dia e não podia estar melhor entregue", disse o jogador da seleção da Colômbia e do Mónaco, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, no Porto.

Sem grandes novidades clínicas, o futebolista, acompanhado pelo cirurgião portuense José Carlos Noronha e Germán Ochoa, médico do combinado sul-americano, disse ainda que se sente "em casa" por estar a fazer grande parte do tratamento no centro de treinos do F.C. Porto, no Olival, em Vila Nova de Gaia.

"Estou a recuperar com muita vontade e convencido de que tudo vai correr bem. Estou muito focado e a dar o melhor de mim, a trabalhar a 100%", reiterou Falcao, que admitiu "não poder forçar" os procedimentos de recuperação.

"Senti muito apoio"

O cirurgião, por sua vez, voltou a revelar alguma confiança, falando em "cerca de 50%" de possibilidades de o jogador poder estar a competir em junho, embora só daqui a três meses, após ressonância magnética, se possa determinar o grau de liberdade que o jogador poderá ter.

Segundo José Carlos Noronha, a recuperação passa por uma primeira fase de três semanas, divididas entre o tratamento fisiátrico na "oficina" do F.C. Porto e 10 dias no hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde se submete a um processo de cicatrização e maturação do excerto colocado no ligamento afetado.

"O presidente Pinto da Costa quis o Falcao de volta e nós queremos que ele esteja na final do Mundial, embora com pena, porque vai ser o jogo contra Portugal", afirmou, com humor, o médico português.

Ao que Falcao correspondeu: "Tudo o que possa somar coisas positivas, é importante. Fui bem recebido por antigos companheiros e novos jogadores. Senti muito apoio, estou bem rodeado".

"Já chorei o que tinha a chorar"

Revelando algum otimismo, o internacional colombiano confessou: "Agarrei-me a uma pequena possibilidade. Vamos vendo a evolução dia a dia. É uma luta diária, porque há também a questão emocional".

"Já chorei o que tinha a chorar. Agora estou com ânimo e convicção, bem apoiado por todos, nomeadamente pelo meu clube, o Mónaco, que me deixou escolher à vontade o que achei melhor para mim", disse o jogador.

José Carlos Noronha referiu que "apenas 50% dos jogadores que sofrem este tipo de lesão conseguem voltar ao nível a que estavam. Devido a erro médico, receio ou medo de voltar a jogar com a mesma intensidade".

"Porém, o Falcao não tem essa mentalidade, é destemido, mas tem muita cabeça. Não é um perdedor", concluiu.

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