Polémica

Fatima Habib só volta a jogar basquetebol se vestir traje muçulmano

Fatima Habib só volta a jogar basquetebol se vestir traje muçulmano

O pai de Fatima Habib diz que a filha está disposta a continuar a jogar, mas não a qualquer preço. A Federação nega discriminação e frisa que o clube foi avisado.

Fatima Habib, atleta paquistanesa de sub-16 do Clube de Basquetebol de Tavira, que foi excluída de um jogo por utilizar mangas compridas - conforme o JN revelou em exclusivo - só continuará a jogar se for autorizada a atuar de acordo com os princípios muçulmanos: camisola e calças pretas por baixo do equipamento e um lenço na cabeça.

A basquetebolista continua a treinar-se no emblema de Tavira, que no domingo visita o Ferragudo para o campeonato regional de sub-16. O Clube de Basquetebol de Tavira vai a jogo e está a contar com Fatima, mas só entre hoje e amanhã traçará o plano de atuação, que pode passar por se apresentar com todo o grupo equipado de forma igual, por solidariedade para com a jogadora paquistanesa.

Certo é que, para a família, o sucedido foi uma surpresa. "Não tínhamos tido problemas. Ela gosta de jogar basquetebol, é acarinhada por todos no clube, mas a minha filha não abdica de certos princípios", disse ao JN Habib ur Rehman, pai da jogadora.

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