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F.C.Porto, sem Hulk, "caçou" com todos

F.C.Porto, sem Hulk, "caçou" com todos

Com uma boa exibição colectiva, o FC Porto venceu, este domingo, o Vitória de Guimarães por 3-1, no Estádio do Dragão, em encontro da 16.ª jornada da Liga portuguesa, que passou a comandar provisoriamente.

Os golos dos "dragões", que estrearam o reforço Danilo no decorrer do segundo tempo, foram apontados por Rolando, João Moutinho e James Rodriguez (grande penalidade), enquanto Faouzi marcou pelos vimaranses.

Com Defour de início, ao lado de João Moutinho, o "onze" de Vítor Pereira apresentou-se no seu esquema já tradicional e sem grandes novidades, à excepção da ausência de Hulk, que ainda se encontra lesionado.

Mas, sem o seu principal goleador, os "dragões" mostraram grande acerto coleptivo e as soluções ofensivas apareceram com naturalidade e o envolvimento de todos.

Na equipa-tipo de Rui Vitória, que optou por deixar Pedro Mendes no banco, a intermediária defensiva foi entregue a El Adoua e Leonel Olímpio, que ajudaram a suster o ímpeto inicial dos anfitriões.

Até que, aos 19 minutos, James Rodriguez descobriu como colocar a bola em Rolando, que havia subido à área adversária, com o central a "dominar" no peito e a rematar de pronto, da zona de penalti, para o primeiro golo.

Apesar do domínio intenso dos "dragões", Paulo Sérgio desfrutou, à meia hora de jogo, de uma grande oportunidade para empatar, mas, depois de tirar dois adversários do caminho, não conseguiu que o seu remate ultrapassasse Rolando.

O susto motivou a equipa de Vítor Pereira, que continuou a fazer circular o esférico com intensidade, mas sem criar grandes ocasiões de perigo.

E foi o vimaranense João Paulo que, aos 38 minutos, esteve mais perto do golo, quando tentou desviar já em cima da linha da baliza, mas Otamendi opôs-se com sucesso.

O segundo tempo começou praticamente com o segundo golo do FC Porto, apontado por João Moutinho, aos 46 minutos, lançado para dentro da área por um passe de costas de Kléber, movimento pelo qual foi até mais felicitado pelos colegas que o próprio marcador.

Dois minutos depois, Álvaro Pereira, numa das muitas investidas pela esquerda, entrou na área e obrigou Nilson a uma defesa muito apertada.

Toscano podia ter reduzido aos 58 minutos, após cruzamento da direita e uma falha monumental dos centrais portistas, mas não conseguiu desviar com êxito, quando já só tinha Helton pela frente.

O que acabaria por acontecer aos 59 minutos, após um lance muito discutido, por pretensa falta de Fernando, que originou um livre frontal marcado por Toscano e concluído, na recarga, por Faouzi, que havia substituído Paulo Sérgio pouco antes.

Aos 66 minutos, o "bruá" das bancadas fez-se sentir para "abençoar" a estreia de Danilo, que logo no minuto seguinte testou a pontaria, mas a bola saiu ao lado.

O reforço brasileiro entrou para o lugar de Defour, na função de médio interior direito, para a qual está também talhado.

Com essa opção, Vítor Pereira alterou ligeiramente o esquema, colocando James mais sobre o miolo e encostando Varela a Kléber, numa espécie de 4x4x2, algo flexível entre as "peças".

A toada atacante manteve-se e James Rodriguez fez o 3-1 na sequência de um penálti "arrancado" por si, mas que foi muito contestado pelos vimaranenses, que pouco mais conseguiram fazer até final.