Open da Austrália

Federer vence Open da Austrália

Federer vence Open da Austrália

O tenista suíço Roger Federer conquistou hoje, domingo, o seu quarto Open da Austrália, ao derrotar na final o escocês Andy Murray em três "sets", por 6-3, 6-4 e 7-6 (13-11).

Ao triunfar na Austrália, Federer, que gastou 2:41 horas para se desembaraçar de Murray, aumentou o seu recorde de triunfos em torneios do Grand Slam para 16, sendo secundado pelo norte-americano Pete Sampras, já retirado, com 14.

Federer tornou-se no quarto tenista a vencer quatro títulos de singulares no Open Austrália desde o começo da era Open, em 1968, repetindo as edições de 2004, 2006 e 2007 e igualando os registos de Andre Agassi, Jack Crawford e Ken Rosewall, também com quatro triunfos no torneio australiano.

Contudo, Federer tem menos dois títulos em Melbourne do que o australiano Roy Emerson, que, antes da era Open, que se iniciou em 1968, venceu no "major" australiano por seis vezes, em 1961 e de 1963 a 1967.

Na Rod Laver Arena, Roger Federer logrou o 16.º título em torneios do Grand Slam e, na entrega de prémios, elogiou a atitude do escocês Andy Murray: "Muito bem pelo fantástico torneio que fizeste. Não te preocupes, porque um dia ganharás um Grand Slam".

Federer confessou que está "na Lua", depois de ter "jogado nestas semanas o melhor ténis" da sua carreira.

"Todos os Grand Slams são importantes, mas este é o meu primeiro como pai", concluiu Federer, pai de duas gémeas, que vai iniciar na segunda-feira a 268.ª semana no primeiro lugar do "ranking" ATP.

Na lista de registos de liderança na hierarquia mundial, Federer tem menos 18 semanas do que Pete Sampras (286), seguido de Ivan Lendl (270).

Quanto a Andy Murray, derrotado por Federer no Open Estados Unidos de 2008, o britânico lamentou que não tenha vencido a final em Melbourne e expressou o desejo de voltar à Red Laver Arena para "ganhar".

"Sinto que não o podia fazer hoje", disse, acrescentando em alusão ao facto de Federer ter chorado na final perdida do ano passado, com Nadal: "Posso chorar como Roger, mas é uma pena que eu não jogue como ele".

A derrota de Murray coloca Novak Djokovic como número dois do Mundo pela primeira vez na sua carreira, gorando a possibilidade de o britânico alcançar a melhor classificação de sempre.

Murray será o terceiro e o espanhol Rafael Nadal quarto, sendo a primeira vez desde Junho de 2005 que o maiorquino se classificará fora dos três mais credenciados.

No ténis feminino, a norte-americana Serena Williams, que venceu na final de sábado a belga Justine Henin (necessita de mais um torneio para ter "ranking"), mantém o primeiro lugar, posição que ocupa há 15 semanas consecutivas.

A russa Dinara Safina será a segunda e a dinamarquesa Caroline Wozniacki, presente a partir de quarta-feira no torneio em Portugal do Grupo I da zona euro-africana da Fed Cup, ocupará a terceira posição.