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FIFA ameaça e trava o uso de braçadeiras de apoio à comunidade LGBT

FIFA ameaça e trava o uso de braçadeiras de apoio à comunidade LGBT

Sete federações voltam atrás nas intenções depois de a FIFA ter ameaçado punir os capitães pelo gesto. "Estamos muito frustrados", lê-se na nota conjunta.

As boas intenções de Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos e Suíça caíram por terra, depois de terem sido ameaçadas pela FIFA com sanções disciplinares.

As sete seleções queriam usar as braçadeiras de capitão coloridas com as cores da comunidade LGBT nos respetivos jogos do Mundial 2022, mas, esta segunda-feira, voltaram atrás, explicando, numa nota conjunta, que a "FIFA deixou muito claro que imporá sanções desportivas se os nossos capitães usarem as braçadeiras em campo".

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"Não podemos colocar os nossos jogadores numa posição em que possam enfrentar sanções desportivas, incluindo cartões amarelos, por isso pedimos aos capitães que não tentem usar as braçadeiras nos jogos do Mundial", lê-se no comunicados.

As federações dos países em questão, que estavam dispostas a aceitar punições financeiras pelo gesto e pelo apoio demonstrado às pessoas homossexuais, que, no Catar, incorrem em penas de prisão até aos sete anos, mostraram-se frustradas com a posição de força da entidade liderada por Gianni Infantino.

"Estamos muito frustrados com a decisão da FIFA, que acreditamos ser sem precedentes. Escrevemos à FIFA em setembro a informar sobre o nosso desejo de usar a braçadeira One Love para apoiar ativamente a inclusão no futebol e não tivemos resposta", conclui a nota.

Através do site oficial, a federação dos Países Baixos adiantou ainda que, na sequência do caso, fará "uma análise crítica" à relação com o organismo que tutela o futebol mundial.

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