Futebol

Francisco J. Marques: "Árbitros têm que impor que jogo decorra normalmente"

Francisco J. Marques: "Árbitros têm que impor que jogo decorra normalmente"

No programa "Universo Porto da Bancada" desta terça-feira, Francisco J. Marques, diretor de comunicação do F. C. Porto, abordou os lances do jogo frente ao V. Guimarães, no Estádio D. Afonso Henriques, que terminou com um empate (0-0).

"Uma coisa é recorrer a todos os meios legítimos para tentar parar o adversário, outra coisa é ultrapassar os limites e contar com a benevolência das equipas de arbitragem. Em Guimarães há lances que ilustram isso muito bem. O primeiro, do Guedes, que choca com as costas do Herrera, fica a queixar-se do lábio e é assistido na cabeça, tendo de sair de maca. O F. C. Porto é uma equipa de intensidade elevada e isso causa desgaste. Esta paragem serviu para parar o jogo. Mais de três minutos de paragem a meio da segunda parte é impensável. Quebrou o ritmo e deu oportunidade de recuperar o fôlego numa altura de pressão do F. C. Porto. Não se tratava de nenhuma lesão grave, a do Guedes", começou por dizer o diretor de comunicação do F. C. Porto.

Francisco J. Marques disse ainda que os árbitros não podem "deixar enredar-se" nas estratégias dos adversários.

"Este tipo de coisas, juntamente com as faltas sucessivas, demorar a marcar o pontapé de baliza, são sempre situações em que os árbitros têm de estar atentos. Isto está a ser utilizado como estratégia. Estar sempre a quebrar o jogo, a demorar, a tentar recuperar o fôlego não é razoável. Os árbitros têm que impor que o jogo decorra normalmente. Nós, consumidores, queremos que o jogo corra. Não podemos elogiar o futebol inglês e depois não acontecer e ficarmos de braços cruzados. Há anos que se reclama um futebol mais corrido e quando se procura oferecer isso aos consumidores, vemos alguns árbitros que não estão adaptados. Acabam por aceitar ser cúmplices de estratégias de antijogo. O jogo tem que ser fluído e as equipas de arbitragem não podem deixar-se enredar nas estratégias dos adversários", disse Francisco J. Marques.

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