Taça de Portugal

Francisco J. Marques atira-se à polícia: "Enquanto agridem adeptos, o assassino de Ficini está em liberdade"

Francisco J. Marques atira-se à polícia: "Enquanto agridem adeptos, o assassino de Ficini está em liberdade"

O diretor de comunicação do F. C. Porto criticou, este domingo, a atuação policial durante os festejos azuis e brancos da conquista da Taça de Portugal.

Numa publicação no Twitter, Francisco J. Marques exibiu uma fotografia da intervenção policial realizada, este sábado à noite, em Coimbra, durante a disputa da Taça de Portugal, entre Benfica e F. C. Porto, e fez uma alusão ao caso do atropelamento mortal de Marco Ficini, junto ao Estádio da Luz, em 2017.

"Enquanto a polícia agredia simples adeptos do F. C. Porto que só estavam a celebrar a dobradinha o assassino de Marco Ficini continua em liberdade. Luís Pina matou Ficini em abril de 2017, há mais de três anos. Mais respeito, por favor", escreveu.

De recordar que, durante confrontos entre adeptos do Sporting e do Benfica, antes do jogo que aconteceu a 21 de abril de 2017, Luís Pina, de 35 anos e com ligações à claque dos encarnados "No Name Boys", atropelou mortalmente Ficini, adepto dos leões.

Em março deste ano, o principal arguido no processo do atropelamento mortal afirmou que ficou "em pânico" depois de o seu carro ter sido atacado.

"Só me apercebi que estava muita gente já na rotunda. Foi lá que apareceram à frente do carro, tentei assustá-los, guinei, mas numa questão de segundos aconteceu a fatalidade", frisou, referindo que o seu carro tinha sido atacado com pedras e barras de ferro, pelo que só tinha visibilidade se estivesse "inclinado para o lado direito, por cima das mudanças".

A noite deste sábado, em que o F. C. Porto conquistou a Taça de Portugal, ficou marcada por desacatos, em Coimbra, logo a seguir ao segundo golo dos azuis e brancos, marcado por Mbemba.