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Francisco J. Marques: "O Benfica não confia no treinador"

Francisco J. Marques: "O Benfica não confia no treinador"

O diretor de comunicação do F. C. Porto considera que o pedido do Benfica por árbitros estrangeiros é a prova "da falta de confiança em Bruno Lage" e que Luís Filipe Vieira "devia ter ficado calado".

"É um sentimento de enorme satisfação por ver expressada em campo a superioridade do F. C. Porto. Foi superior em 99 %. A única coisa em que não foi superior foi na finalização. O Benfica marcou logo na primeira oportunidade, nós poderíamos ter marcado mais. Foi uma confirmação do que já tinha acontecido há uma volta. No jogo do Estádio da Luz, o F. C. Porto também foi superior. Na altura, o Benfica não fez nada, não conseguiu criar oportunidades de golo. Um domínio evidente que o F. C. Porto repetiu no jogo da segunda volta. Pelo meio, fez um trajeto normal. Ao invés, o nosso rival ganhou os jogos todos, alguns da maneira que a gente sabe. O Benfica tem 11 golos sofridos. Metade foram nos jogos do F. C. Porto, em dois jogos. Em 18 golos sofreu seis. Não é normal. Espero que tenhamos um campeonato decidido pela qualidade dos jogadores", começou por dizer o diretor de comunicação ao "Universo Porto da Bancada".

Depois do clássico no Dragão, que o Benfica perdeu por 3-2, os encarnados emitiram um comunicado onde apontam erros de arbitragem e pedem que os jogos diretamente relacionados com a luta pelo título sejam apitados por árbitros estrangeiros. Uma reação que, para Francisco J. Marques, só demonstra a falta de confiança em Bruno Lage.

"A reação do Benfica é uma manifestação de muito pouca confiança no seu treinador. Uma equipa que chega ao jogo como segundo classificado, com sete pontos de avanço, e que perde o jogo, mantém uma boa vantagem. Mas entra em paranoia, cria uma narrativa falsa e mentirosa de que foi prejudicado pela arbitragem. Porquê? Porque não confia no treinador. No treinador que entra no campo e anda do lado para o outro. Eles sabem que, apesar da vantagem pontual, há razões para alarme. Porque se não tiver o amparo que tiveram na primeira volta, vão por aí abaixo. O F. C. Porto tem uma palavra a dizer. As pontuações que o F. C. Porto tem conseguido são excecionalmente elevadas. Este ano estamos ao mesmo nível. É o F. C. Porto que está fora da norma? Não. O F. C. Porto está a fazer um bom desempenho. E depois há um desempenho extraordinário [Benfica] pelas razões que sabemos. Isto é pressão para conseguir os benefícios da época passada. Quando é que deixa de ser excecional? Quando joga com o F. C. Porto. Reduz-se à sua insignificância", atirou.

Quanto às declarações de Luís Filipe Vieira, o diretor de comunicação foi categórico: "Quem tem um adepto a ser julgado por ter assassinado outro, é o Benfica. O Luís Filipe Vieira devia estar calado. Mensagem ao presidente da APAF? a mensagem que enviou é fácil de perceber: é ok, ok, ok. O que é relevante é que Luciano Gonçalves veio denunciar a existência de ameaças. Pelos vistos, está a ser pressionado e ameaçado pelo Benfica. Isso é que importa. As autoridades que estejam atentas. E falar da pastelaria de Artur Soares Dias é sinalizar. E ele sabe que o está a fazer".

"Balneário com óleo? Estava a mentir. Chegou uma carrinha com funcionários do Benfica por volta das 14.30 horas, mas foi negada a entrada. Porque às 16 horas ia haver uma vistoria policial a todo o estádio e o estádio tinha de estar em condições. O Benfica não pode fazer o que quer. Há os regulamentos. Quando foi o jogo da primeira volta, o Benfica só nos deixou entrar três horas antes. Porque haveria de entrar mais cedo? Por ser o Benfica? Não. Entrou três horas antes também. E são três horas antes que os delegados se apresentam no jogo. Queixam-se das paredes de óleo? Então não tiraram fotos? O F. C. Porto, na Luz, teve tempo de caracterizar o balneário e eles não tiveram porquê?", referiu, recordando um episódio nos balneários do Estádio da Luz, em agosto do ano passado, no jogo da primeira volta.

"Os funcionários encontraram um cheiro a fossa e um calor insuportável nos balneários. Esse calor só era no nosso balneário. O jogo foi em agosto, na altura do calor. Os delegados da liga foram chamados, o que estou a dizer é comprovável. O Benfica explicou o mau cheiro porque o balneário não era usado há muito tempo. Cheira sempre mal, é? Claro que não tem problema, só cheira mal quando vai lá o F. C. Porto. O F. C. Porto fez queixinhas? Não, ganhou -lhes no campo. Eles agora queixam-se porque voltaram a ser dominados e voltaram a perder. Que ganhem vergonha. E a carrinha com os funcionários do Benfica, no sábado, chegou a bloquear a entrada a toda a gente. É aí é que a polícia teve de intervir, porque eles bloquearam o acesso ao P1. Esta é a verdade sobre o balneário, deixem de ser mentirosos", concluiu.

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