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Francisco J. Marques questiona "bailado" de Rúben Dias: "É para quê?"

Francisco J. Marques questiona "bailado" de Rúben Dias: "É para quê?"

O diretor de comunicação do F. C. Porto analisou, na noite desta terça-feira, a vitória do F. C. Porto em Alvalade, sobre o Sporting, mas também o lance mais polémico de arbitragem, no V. Guimarães-Benfica, na área encarnada, entre Rúben Dias e Davidson.

"Infelizmente, sempre que o Benfica joga fora há qualquer coisa, nesses jogos, que contribui para que o Benfica adicione mais três pontos. Desde que o Bruno Lage é treinador, o Benfica ganhou todos os jogos fora de casa. Todos! Não teve um empate. Em Guimarães há este lance ultra-polémico. É legítimo que haja outras interpretações, claro que sim, mas parece-me muito evidente que o jogador do Benfica nunca toca na bola, nem sequer está próximo de tocar nela. Então aquele bailado que ele faz é para quê? É única e exclusivamente para impedir o adversário de jogar a bola. Esse [Davidson] sim, toca na bola", afirmou Francisco J. Marques.

Relativamente ao triunfo do F. C. Porto no clássico de Alvalade, o diretor portista atirou: "Claro que a equipa sai reforçada. Uma equipa que consegue vencer na Luz e em Alvalade no mesmo campeonato, tem de ser uma equipa muito forte, com muita capacidade. Uma equipa competitiva. E é uma equipa que tem que ter, no seguimento disto, todas as ambições. E é o que o F. C. Porto tem. Estão de parabéns os jogadores, a equipa técnica, o grupo de trabalho. Foi um resultado justo que mantém a nossa equipa dentro dos objetivos e com a legítima aspiração a conquistar o campeonato".

Voltando ao D. Afonso Henriques e ao outro caso do V. Guimarães-Benfica, o do arremesso de tochas e cadeiras para o relvado, o que motivou um processo disciplinar aos dois clubes, Francisco J. Marques, disse: "O que aconteceu em Guimarães, e eu não tenho memória de um jogo ser interrompido tantas vezes por causa de arremessos de objetos para dentro do relvado, foi como consequência da impunidade, do regime de exceção de que o Benfica beneficia. Ao Benfica nada acontece. Nunca! O Benfica, através de um seu funcionário, corrompeu o sistema judicial. Aconteceu alguma coisa ao Benfica? Não. O Benfica gaba-se de não ter grupo organizado de adeptos. Tem, isso sim, um grupo organizado de sócios. Os No Name Boys e os Diabos Vermelhos são todos sócios. Então, porquê que o Benfica, em vez de fazer aquele comunicado patético, não identifica as pessoas que fizeram aquilo?".

Sem sair do tema, o dirigente portista lançou duras críticas ao secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, por não tomar uma medida efetiva para travar os problemas provocados pelas claques benfiquistas e, ainda a propósito do comunicado das águias, concluiu: "O Benfica responsabiliza as autoridades. É muito bem feito, porque as autoridades andam estes anos todos a brincar com isto, andam a fingir".