Tóquio2020

Futebol não pára e prossegue nos Olímpicos. Este é o guia para acompanhar a prova

Futebol não pára e prossegue nos Olímpicos. Este é o guia para acompanhar a prova

Apesar de os Jogos Olímpicos serem cativantes pelas várias modalidades, o futebol tem sempre um espaço de interesse, sobretudo pela quantidade de jovens que estão presentes neste torneio. No passado, jogadores como Neymar, Messi, Gnabry ou Romário já brilharam, e em todas as edições há talento a observar.

Após o fim do Euro e da Copa América, o futebol de seleções vai continuar nos Jogos Olímpicos, com 16 equipas divididas por quatro grupos a competirem pela medalha de ouro. A categoria do torneio é sub-23, mas cada país pode levar no máximo três jogadores acima de 23 anos.

Grupo A - Japão, África do Sul, México e França

Este grupo é encabeçado pelo anfitrião Japão. A equipa conta com alguns talentos interessantes, sendo que o maior deles é médio criativo do Real Madrid Takefusa Kubo, que promete ser a referência do Japão e um dos melhores jogadores do torneio. Takehiro Tomiyasu oferece muita versatilidade pois pode jogar como central ou lateral, oferecendo segurança defensiva e muitos recursos a nível do passe e progressão com bola. O antigo avançado do Marítimo Daizen Maeda poderá ser uma das referências ofensivas da equipa.

A França é uma das seleções mais fortes dos Jogos Olímpicos. Conta com jovens que atuam nos principais campeonatos europeus. Badiashile, Caci e Kalulu destacam-se no setor defensivo; Camavinga é um médio versátil com vários recursos técnicos e táticos e Amine Gouiri promete vir a ser um dos avançados de topo do futebol. Num grupo com seleções, à partida, mais acessíveis, não deverá ter muitas dificuldades em passar à fase seguinte.

A África do Sul vai contar com dois jogadores bem conhecidos do futebol português. Luther Singh é um extremo do SC Braga, mas esteve emprestado ao Paços de Ferreira na época passada. Lyle Foster vai fazer companhia a Singh na frente de ataque. O avançado pertence aos quadros do Vitória SC, mas vai jogar emprestado nos belgas do Westerlo na próxima época.

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O México tem algumas referências ofensivas que poderão causar estragos às defesas adversárias. Roberto Alvarado é um extremo com muita qualidade técnica e capacidade criativa. Quem pode aproveitar estas características é Alexis Vega, que se destaca pela mobilidade e pela forma como recua para ligar jogo com os médios. Por fim, o lateral esquerdo Érick Aguirre tem muita capacidade para se juntar à manobra ofensiva e oferecer largura e bons cruzamentos à equipa.

Grupo B - Nova Zelândia, Coreia do Sul, Honduras e Roménia

A Nova Zelândia conta com algumas figuras interessantes, mas destacam-se o defesa central Nando Pijnaker, atleta do Rio Ave que na época passada alternou entre os sub-23 e equipa B, e Liberato Cacace, um lateral esquerdo com boa projeção ofensiva, que utiliza o drible para chegar à área. A Coreia do Sul tem no médio ofensivo Kang-In Lee a sua maior referência. O jogador do Valência de apenas 20 anos é uma grande promessa do futebol coreano e pode utilizar os Jogos Olímpicos para se afirmar como tal.

As Honduras contam com o antigo atleta do Boavista Jorge Benguché como uma das principais armas ofensivas. O avançado destaca-se pela capacidade física e de movimentações.

O habitual capitão da seleção da Roménia Andréi Ciobanu poderá ser uma das peças estruturais da equipa, tendo em conta a capacidade de chegada à área e marcação de bolas paradas. Outro médio capaz de criar desequilíbrios é Marius Marin, que joga em Itália, e que se afirma pela qualidade técnica e capacidade de organização de jogo.

Grupo C - Egito, Espanha, Argentina, Austrália

O grande desfalque do Egito é Salah. O Liverpool recusou a participação do extremo nos Jogos Olímpicos para que não falhasse a pré-época com o clube. No entanto, Yasser Rayan pode ser uma das referências ofensivas do país. É um avançado com boa capacidade física, presença na área e que tem facilidade em finalizar. A Austrália tem em Caleb Watts um jogador que poderá afirmar-se nos Jogos Olímpicos e atuar com mais regularidade na equipa principal do Southampton.

Na seleção de Espanha, Pedri é o principal destaque. Foi um dos melhores jogadores do Euro (eleito melhor jogador jovem) e já é um dos craques mundiais, que poderá ajudar a equipa a alcançar o ouro nos olímpicos. Mingueza e Eric Garcia são dois atletas do Barcelona, habituados a jogar ao mais alto nível, e Cucurella pode oferecer capacidade de combinação e virtuosismo na lateral esquerda.

Já não é a Argentina de Messi e Di Maria, mas a seleção olímpica do país continua a ter qualidade em vários setores. Nehuen Pérez é um central seguro e promissor, que atuou pelo Famalicão há duas épocas; Valenzuela esteve emprestado ao clube português na temporada passada e é um extremo que oferece muita qualidade técnica; Thiago Almada é um avançado versátil, capaz de fazer várias posições no ataque, com uma visão e qualidade técnica acima da média.

Grupo D - Brasil, Alemanha, Costa do Marfim, Arábia Saudita

O Brasil tem por norma muito talento nas seleções mais jovens e a equipa olímpica não é exceção. Na defesa destaca-se Gabriel Menino, jogador do Palmeiras de Abel Ferreira, que tanto pode jogar como lateral ou médio direito e até médio defensivo. Para além da versatilidade posicional, tem uma qualidade de passe, posicionamento e visão de jogo fora do normal. Claudinho é um dos médios brasileiros mais cobiçados atualmente. Por fim, no ataque há Antony, do Ajax, extremo direito com muita facilidade em criar situações de remate.

A Alemanha conta com Benjamin Henrichs, lateral direito do Leipzig, habituado a um estilo de futebol muito peculiar com o antigo treinador Nagelsmann, ou seja, chega ao torneio preparado para enfrentar vários cenários. Josha Vagnoman é um defesa direito que pode dar o salto após os Jogos Olímpicos, sendo um ala com capacidade de fazer a linha toda e decidir com critério no último terço. Nadiem Amiri poderá ser a figura ofensiva mais influente tendo em conta as capacidades de chegada área e de último passe.

A Costa do Marfim é mais uma seleção com jogadores ou ex-jogadores da Liga portuguesa. Ouattara é o avançado do Vitória SC e com uns bons Jogos Olímpicos poderá agarrar a titularidade com Pepa. O médio defensivo Idrissa Doumbia representou o Sporting há duas temporadas, mas é Amad Diallo a maior figura desta seleção. O jogador do Manchester United é uma das promessas mais entusiasmantes do futebol e conta com muita qualidade técnica e de definição.

Apesar de a Arábia Saudita ter uma das seleções mais acessíveis, Abdulrahman Ghareeb poderá ser uma das principais figuras ofensivas, pois é um extremo com qualidade técnica e drible em espaços curtos.

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