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Galitos repudia ordem para desocupar piscinas até ao dia 15

Galitos repudia ordem para desocupar piscinas até ao dia 15

O Clube dos Galitos repudiou, esta quarta-feira, a ordem do Instituto Português do Desporto e Juventude para desocupar até sábado as piscinas, em Aveiro, alegando a inexistência de qualquer acordo com o Estado para utilização do espaço.

A ordem de despejo, tornada pública numa nota de imprensa do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) divulgada na passada sexta-feira, abrange também o Alavarium, que utiliza o pavilhão desportivo contíguo ao edifício das piscinas.

Num comunicado em reação a esta decisão, o Galitos diz ter sido surpreendido com a "imprevista, drástica e grave" comunicação do IPDJ e assegura nunca ter sido avisado de que existiria alegadamente uma situação irregular, nem ainda de que a atual situação não poderia continuar.

O clube aveirense nega ainda a existência de situações de risco para a saúde e segurança dos utentes que utilizam as piscinas e o pavilhão do complexo desportivo, contrariando a informação avançada pelo IPDJ.

Refere ainda que desde 2003, ano em que passou a utilizar a piscina, investiu neste equipamento do Estado mais de 185 mil euros em obras de conservação e de manutenção.

Na mesma nota, o clube promete tudo fazer para que a prática de natação, do triatlo e outros desportos aquáticos se mantenha nas atuais instalações, beneficiando os cerca de 1.200 utentes do clube, da escola secundária José Estevão e de várias juntas de freguesia e coletividades do concelho.

O IPDJ, enquanto "possuidor precário" dos equipamentos, entende que os dois clubes deveriam ter deixado aquelas instalações em 2008, após a Câmara de Aveiro (PSD/CDS) ter revogado o contrato de comodato para a gestão do complexo desportivo celebrado com o ex-Instituto do Desporto de Portugal (IDP).

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Na altura, o então secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, deslocou-se a Aveiro para tentar encontrar uma saída para a situação, tendo deixado a garantia de que os clubes poderiam continuar a usar os espaços nas mesmas condições que estavam a usufruir.

No entanto, para o IPDJ, a inexistência de protocolos ou contratos de cedência de utilização/exploração dos equipamentos estabelecidos com o Estado, através da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, configura "uma irregularidade, à qual não devia ser dada continuidade e havia que fazer cessar".

"A solução para a manutenção do funcionamento do complexo desportivo, no futuro, passa obrigatoriamente pela articulação direta entre as eventuais entidades interessadas na sua exploração e a Direção-Geral do Tesouro e Finanças", diz o IPDJ em comunicado.

Neste contexto, foram realizadas desde setembro passado várias reuniões com as direções das entidades que utilizam as instalações, as quais não tiveram sucesso, um processo que culminou com a comunicação escrita da decisão do conselho diretivo do IPDJ de que as mesmas terão que desocupar as instalações até ao dia 15 de dezembro.

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