Portugal - Azerbaijão

Ganhar por meio azeri num arranque intermitente

Ganhar por meio azeri num arranque intermitente

Um autogolo caricato chegou para Portugal entrar a vencer na corrida ao Catar. Exibição lusa deixa a desejar, mas o principal foi salvaguardado.

Portugal entrou a vencer, na fase de qualificação para o Mundial 2022, mas cumpriu apenas os serviços mínimos para bater o Azerbaijão. Acima de tudo, foi o corolário de uma exibição pobre, em que a superioridade lusa anunciava uma entrada mais forte e com outros números.

Num jogo disputado em Turim, Itália, casa emprestada da seleção portuguesa, tudo ficou decidido graças a um golo caricato, apontado na própria baliza, pelo central Medvedev, após a meia hora inicial. Um tento que acabou por valer o triunfo à equipa das quinas, assim uma espécie de "meio azeri", o saldo positivo básico para carimbar os três pontos que se exigiam, para uma seleção com grande cotação e que tem objetivos ambiciosos, na competição. Provavelmente a apostar na gestão dos jogadores, face à sucessão de três encontros em menos de uma semana, Fernando Santos surpreendeu, no primeiro desafio, teoricamente de grau dificuldade inferior, em relação ao que se segue já depois de amanhã, em Belgrado, frente à Sérvia. O selecionador luso estreou Nuno Mendes (perto do fim fez o mesmo com João Palhinha) e apostou ainda em jogadores sem experiência em jogos oficiais de seleções, como Domingos Duarte e Pedro Neto.

A primeira imagem das quinas foi positiva, com a equipa a dominar o encontro, em todos os aspetos, mas a falhar bastante na finalização. Até ao intervalo, só entrou uma bola e através de um autogolo do Azerbaijão. Rúben Neves colocou a bola na área, o guarda-redes tentou sacudir com os punhos, mas acertou em Medveded, companheiro de equipa. A bola entrou na baliza e estava assim feito o 1-0, que acabaria por ser o resultado final.

No segundo tempo, Portugal não foi capaz de sentenciar definitivamente o jogo. Deixou de exercer a mesma pressão da etapa inicial, a exibição foi caindo e os azeris até mostraram algum atrevimento, com Nuriev (70) a colocar em sentido o último reduto luso.

Ainda assim, a equipa controlou a vantagem sem grandes dificuldades, salvaguardando o essencial, mas dando a ideia de que terá de melhorar muito, já em Belgrado.

A subir

PUB

Bernardo Silva tentou escapar à mediana exibicional da equipa lusitana. A primeira parte de Pedro Neto e a entrada de João Félix. A resistência azeri. A equipa deu tudo, mesmo com poucas armas.

A descer

Esperava-se mais do ataque português, com Ronaldo e André Silva a ficarem em branco. O guarda-redes Magomedaliyev estragou uma boa atuação, com as culpas no golo sofrido.

Num jogo sem VAR, não houve grandes lances para decidir e a arbitragem esteve em bom plano. Na queda de Bernardo Silva na área (57), mandou seguir e fez bem.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG