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Ginástica acrobática quer apoio para realizar testes à covid-19 para retomar competições

Ginástica acrobática quer apoio para realizar testes à covid-19 para retomar competições

O presidente da Federação de Ginástica de Portugal (FGP) afirmou esta terça-feira que modalidades consideradas de "alto risco" pela Direção-Geral da Saúde (DGS), como a ginástica acrobática, requerem "apoio" para realizarem testes à covid-19 e retomarem as competições.

Contactado pela agência Lusa, João Paulo Rocha salientou que a federação não tem capacidade para financiar os testes de um possível evento com centenas de atletas numa variante de "alto risco", que têm de ser realizados 48 horas antes da competição, segundo as normas atualizadas esta terça-feira pela DGS.

"Estamos sujeitos aos meios que temos. A federação não tem capacidade para pagar testes a mil pessoas antes de um evento. Isso seria 100 mil euros. É totalmente impossível, se não houver apoios para que os testes sejam feitos", realçou o líder da FGP desde 2012.

A ginástica acrobática é a única variante da modalidade "explicitamente" classificada de "alto risco", no documento publicado pela DGS, mas os critérios que fundamentam o estatuto de "alto risco" também se aplicam à competição de conjuntos em ginástica rítmica, às competições de pares, de trios e de grupos em ginástica aeróbica, às competições de "teamgym" e à ginástica para todos, acrescentou o dirigente.

"Essas variantes estão implicitamente classificadas como de alto risco. Estamos a falar de um universo que corresponde a metade das disciplinas da FGP", estimou João Paulo Rocha.

O responsável afirmou que a "classificação em si" não lhe merece "qualquer objeção", até porque "o primeiro desejo da federação e dos clubes é o de proteger todos os intervenientes no treino e nas competições desportivas", mas reiterou que, sem financiamento aos testes, as competições de "alto risco" podem continuar suspensas por meses.

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"Não havendo competição, a motivação para o treino é muito menor. Até agora, não tem havido um olhar suficientemente profundo para esta realidade e para as consequências da estagnação do desporto em Portugal por uns quantos meses", frisou.

A FGP agendou competições de ginástica de trampolins e de ginástica rítmica para outubro e o arranque dos campeonatos nacionais para novembro, sem a ginástica acrobática, excluída por "opção técnica", mas com o "teamgym", razão pela qual é preciso "avaliar" se as provas se realizam ou não, admitiu João Paulo Rocha.

Além da ginástica acrobática, também o râguebi, o polo aquático, a patinagem artística de pares, o judo e outras artes marciais são modalidades de alto risco, já que em todas elas, segundo o documento hoje publicado pela DGS, existe contacto "face a face".

Já as modalidades de médio risco, como o futebol, o futsal, o futebol de praia, o andebol e o hóquei de patins, realizam testes aleatórios até 48 horas antes da competição, sempre que as equipas compitam em zonas de transmissão comunitária ativa da doença.

A DGS já tinha autorizado a realização de atividade física em espaços fechados, mas de forma individual, a 29 de maio.

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