Automobilismo

GNR destaca cerca de 2800 guardas para serviço no Rali de Portugal

GNR destaca cerca de 2800 guardas para serviço no Rali de Portugal

A segurança de pilotos e público é a prioridade para a GNR e para a organização do Rali de Portugal. Com a garantia de que não será permitida a presença de pessoas fora das Zonas Espetáculo, e que basta um passo em falso para anular uma determinada especial, as especificidades dos novos híbridos do WRC motivam um alerta especial: em caso de acidente, o público não deve tocar nos carros uma vez que existe perigo de choque elétrico.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a direção do Rali de Portugal promoveram, esta terça-feira, uma conferência de Imprensa de apresentação da prova, que arranca na quinta-feira. Coube ao tenente-coronel João Fonseca, chefe da divisão de comunicação e relações públicas da Guarda, dar a conhecer alguns pormenores sobre a operação de segurança montada para o Rali de Portugal 2022.

"Tal como em 2021, o rali vai ter lugar no Centro e Norte do país, passando pelos distritos de Porto, Aveiro, Coimbra, Braga, Vila Real e Viseu. A GNR vai envolver os vários comandos territoriais nos seis distritos para garantir a máxima tranquilidade de todos os envolvidos. É o maior evento desportivo a nível nacional e, por isso, terá toda a atenção da GNR, sendo expectável um número muito elevado de espectadores, portugueses e muitos espanhóis", afirmou o militar.

"Ao longo do evento, apontamos para um efetivo de cerca de 2800 militares para toda a operação, cerca de 700 por dia, entre 19 e 22 de maio. A GNR vai procurar atuar de forma preventiva, estando preparado para manter toda a segurança", garantiu o tenente-coronel, enquanto o Major Francisco Martins, oficial de relações públicas do comando territorial do Porto, deixou outros conselhos a todos os que se desloquem às especiais.

A presença de pessoas só será permitida nos locais assinalados para o efeito e o calor que se espera para o fim de semana motivou um alerta. "Cuidem, também, do ambiente e deixem o lixo nos locais devidos. Prevemos temperaturas elevadas e, por isso, cuidado com comportamentos que possam causar incêndios", alertou, antes de pedir que se sigam os exemplos dos anos anteriores.

"O público tem sido excecional e temos a noção que, por mais militares que tivéssemos no terreno, sem o apoio do público não conseguíamos levar isto a bom porto", garantiu.

Olho na luz dos WRC

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Horácio Rodrigues, diretor do Rali de Portugal, agradeceu a disponibilidade da GNR e lembrou que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) não permite qualquer deslize ao público.

"O principal apelo que faço é: segurança, segurança, segurança. Sem a GNR dificilmente faríamos a prova, mas temos andado no terreno a analisar tudo ao pormenor nas zonas espetáculo e encaminhamento do público. Tem de respeitar ao máximo as Zonas Espetáculo e que não fiquem em zonas perigosas. Basta estar uma pessoa num sítio perigoso e o diretor da FIA, que passa meia hora antes do primeiro concorrente, liga-me e diz que esta especial não tem condições de segurança. Que não ponham em causa o rali", pediu Horário Rodrigues, antes de lembrar as questões que agora se colocam com a geração híbrida do WRC.

"Já não podemos ter o voluntarismo de pôr um carro de volta no troço, porque podemos ficar lá agarrados. Olhem para o carro: se a luz for verde, está tudo normal, se for vermelha ou azul não se toca no carro até à chegada das pessoas responsáveis", lembrou o diretor de prova, antes de deixar uma última palavra para os chico-espertos.

"Vamos ter bastantes concorrentes na estrada, bastante público e temos de gerir isto com muita parcimónia. Se o público não se portar bem, não vê o rali. E com tantas pessoas a deslocarem-se para uma especial, se calhar na véspera, e não verem o rali por causa de meia dúzia de pessoas que pensam que são mais espertas... isso estraga o espetáculo todo. Passamos um ano inteiro na estrada e deitar tudo abaixo seria muito triste", finalizou.

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