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Godinho Lopes garantiu que não vai a votos

Godinho Lopes garantiu que não vai a votos

Godinho Lopes garantiu, no conselho leonino que terminou na madrugada desta quarta-feira, que não vai ser candidato à presidência do Sporting, nas eleições marcadas para 23 de março. Na mesma reunião, os membros do conselho renunciaram, por unanimidade, aos cargos, dando assim o último passo para a realização do ato eleitoral.

No final da reunião, cerca da 1.30 horas, Daniel Sampaio, deu conta da renúncia dos conselheiros, bem como do agrado de todos com a convocatória do ato eleitoral. O ainda vice-presidente da mesa da Assembleia Geral disse ainda que a reestruturação financeira que está em marcha não estará concluída antes das eleições.

"A renegociação e reestruturação financeiras não estarão concluídas antes das eleições. Quem vier a seguir, o próximo presidente, terá de a concluir e trabalhar com ela", explicou. Mais, o dirigente garantiu que os candidatos devidamente validados saberão que barco vão ter de pilotar caso sejam vencedores. "O Conselho Fiscal está encarregue de prestar toda a informação sobre a situação financeira em que se encontra o clube. É a parte que mais me preocua, bem mais do que a desportiva", concluiu.

Na moção lida por Daniel Sampaio, vice-presidente da Assembleia Geral do Sporting, o Conselho Leonino "congratula-se pelo compromisso alcançado pelos outros órgão sociais do clube, o que permite o controlo de danos da imagem do Sporting" e "considera que o seu contributo para o futuro do Sporting passa pela sua demissão".

Após a reunião realizada no Auditório Artur Agostinho, no Estádio de Alvalade, Daniel Sampaio, também anunciou a sua indisponibilidade para integrar qualquer lista e disse que continuará ligado ao clube apenas como membro do Conselho Leonino.

"Foi uma experiência difícil, mas, de um ponto de vista pessoal, muito enriquecedora. Servi o clube com dedicação, com princípios éticos, seguindo e respeitando os estatutos. Mas o meu lugar é na universidade com os meus alunos e doentes. Não apoiarei nenhum candidato nem terei qualquer ligação a qualquer lista. Votarei mas o voto é secreto", afirmou o psiquiatra.

Sampaio, que dirigiu esta reunião do Conselho Leonino devido à ausência de Eduardo Barroso, abandona o cargo satisfeito por "os sócios poderem ser ouvidos" nas próximas eleições de 23 de março, mas preocupado com a situação financeira do clube.

"É decisivo para o futuro do Sporting e essencial que esse problema seja resolvido pela próxima direção. O primeiro ano da próxima direção será muito difícil já que é preciso restruturar e reorganizar o clube a todos os níveis", alertou.

O ainda vice-presidente da Assembleia Geral do Sporting revelou ainda que manterá uma "relação cordial" com Godinho Lopes, apesar de ter sido "pessoalmente muito atacado" pelo ainda líder "leonino".

"Não sou de rancores, mas fui pessoalmente muito atacado e isso magoou muito, mas estou disponível para ultrapassar isso", referiu Daniel Sampaio.

A reunião, em que foi "debatido longamente o atual momento do clube", aconteceu um dia depois da renúncia em bloco dos órgãos sociais do Sporting e da marcação de eleições para 23 de março, após um entendimento entre os presidentes do Conselho Diretivo, Godinho Lopes, do Conselho Fiscal e Disciplinar, João Mello Franco, e da Mesa da Assembleia Geral, Eduardo Barroso.

A Mesa da Assembleia Geral tinha convocado uma reunião magna para 9 de fevereiro, que visava destituir a direção e que foi desmarcada.

*Com Agência Lusa

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