Seleção nacional

Gonçalo Paciência: "Ronaldo? Não tenho o curso de médico"

Gonçalo Paciência: "Ronaldo? Não tenho o curso de médico"

Gonçalo Paciência foi o jogador escolhido para falar aos jornalistas, esta terça-feira, antes do primeiro treino de preparação para o confronto com a Lituânia, marcado para quinta-feira, no Estádio Algarve.

O jogador formado no F. C. Porto está de regresso à seleção nacional e, no contacto com os jornalistas, revelou uma enorme desenvoltura, até quando as questões foram mais acintosas. A resposta que Gonçalo Paciência deu sobre a condição física de Cristiano Ronaldo é uma prova disso mesmo.

"Infelizmente não tenho o curso de médico... gostava de ter um dia, mas não tenho tempo para isso", disparou o avançado do Eintracht Frankfurt. A verdade é que Cristiano Ronaldo treinou integrado e sem limitações, depois da polémica saída do jogo mil da carreira, entre a Juventus e o AC Milan.

Sobre o estado anímico do capitão, Gonçalo voltou a dar um ar da sua graça, terminando, depois, com plena convicção: "Eu cheguei ontem às dez menos dez, só tive tempo para o cumprimentar. Foi a primeira vez que estive com o capitão... Não lhe fui perguntar 'Então como é que estás?'. Mas se está aqui... Isso é o mais importante. É o melhor do Mundo".

No plano mais pessoal, Gonçalo Paciência considera que melhorou muito nos últimos dois anos e admitiu que gostaria de estar com Portugal no Euro'2020: "Sim, a partir do momento em que se está no lote dos jogadores que vêm a seleção, temos todos esse objetivo. Não fujo à regra. Claro que a presença no Euro'2020 está no meu horizonte, é um sonho poder representar a seleção. Mas o importante são estes dois jogos".

Apesar de ter rotinas com o amigo de longa data, André Silva, com quem partilha, agora, o balneário do Eintracht Frankfurt, Gonçalo Paciência recusou-se a meter "cunha" para jogar com ele no ataque. "Isso são escolhas do treinador", disse apenas, rematando, depois, sobre as comparações com o pai, o antigo goleador do F. C. Porto e da seleção, Domingos Paciência.

"O meu pai teve muito sucesso aqui, na seleção, e se tiver 50 por cento do que ele teve já é muito bom. Não quero competir com ele. Para mim, ele é um exemplo".