A. F. Porto

Guarda-redes defendeu três penáltis e garantiu a primeira vitória ao Sobrosa

Guarda-redes defendeu três penáltis e garantiu a primeira vitória ao Sobrosa

Luís Silva, do Sobrosa, tem 42 anos e esteve em destaque no jogo com o Vila Boa do Bispo. Foi determinante para a equipa conquistar a primeira vitória da época.

Há dias em que os astros estão alinhados e tudo corre de feição. Assim aconteceu com Luís Silva, experiente guarda-redes que defendeu três penáltis na primeira vitória da época do Sobrosa frente ao Vila Boa do Bispo (0-1). O jogador, de 42 anos, deixa a receita do sucesso. "Nas grandes penalidades, a experiência conta muito. Além disso, é preciso ter elasticidade, posicionamento e conseguir esperar para saltar até à última", revela o guarda-redes, comerciante de imobiliário de profissão.

Quando a bola rola no campo, Luís Silva admite regressar aos tempos de menino e esquecer o peso dos 42 anos, ele que esteve muito perto de desistir do futebol quando partiu o perónio, aos 24 anos, motivando uma paragem de oito anos, que curiosamente até se revelaria determinante para ser a chave da longevidade da carreira. "Como estive parado todo este tempo, acho que o corpo não sofreu tanto desgaste. Parei e retomei, porque o bichinho do futebol continua comigo. Mas este ano será o meu último, a menos que apareça uma oferta do outro mundo", confidencia o guarda-redes do Sobrosa, da 1.ª Divisão, Série 2 da A. F. Porto.

Natural do concelho de Paredes, Luís Silva fez todo o percurso sénior em emblemas da periferia do distrito do Porto, depois de uma estreia nos seniores, aos 16 anos, pelo Raimonda. "A carreira que fiz foi por amor ao jogo, mas quando vejo os membros mais novos da minha família a seguir as minhas pisadas dá-me vontade de continuar. Estou orgulhoso do que consegui", afirma o guardião.

Uma história triste que hoje só lhe dá vontade de rir

O tempo tem um jeito estranho de relativizar o que parece urgente no imediato e isso aconteceu a Luís Silva. Em 2018/19, quando representava o Aliança de Gandra, na Divisão de Elite, foi acusado de tráfico de influências por um jornal local, devido a ter sofrido dois golos num jogo em que o adversário precisava de ganhar para conseguir a permanência. "Na altura, não gostei mesmo nada e fiquei bastante chateado com a publicação. Com o passar do tempo, apercebi-me do quão ridículo aquilo foi e já só me resta rir, porque dias maus todos temos e eu sei quais são os meus princípios e valores", explica.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG