Fórmula 1

Hamilton deseja continuar na Mercedes

Hamilton deseja continuar na Mercedes

O britânico Lewis Hamilton (Mercedes) manifestou, esta quinta-feira, o desejo de continuar a correr no Mundial de Fórmula 1 "no próximo ano", apesar do contrato terminar no final da temporada.

Na conferência de imprensa de antevisão do Grande Prémio de Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve, Lewis Hamilton revelou ter-se voluntariado para testar os pneus Pirelli de 18 polegadas que serão usados no próximo ano, pois pretende "continuar".

"Nunca me ofereço para este tipo de testes facultativos, terá sido uma das únicas vezes, e arrependi-me assim que acordei nesse dia", brincou o campeão mundial.

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No entanto, mais a sério, admitiu que aceitou participar num dia de testes na semana passada, no circuito italiano de Imola, pois pretende "estar cá no próximo ano" e, por isso, decidiu "ajudar a Pirelli a ter um melhor produto".

Depois de em 2020 ter igualado o recorde de sete títulos mundiais conquistados por Michael Schumacher, Lewis Hamilton renovou por apenas mais uma temporada com a Mercedes, deixando no ar a dúvida se iria continuar a carreira na Fórmula 1 a partir de 2022, ano em que os regulamentos técnicos da disciplina irão mudar.

Hamilton admitiu ainda que a luta com o holandês Max Verstappen (Red Bull) esta temporada o tem deixado animado. "Sou muito espontâneo e posso mudar de ideias a qualquer altura [sobre a continuidade]. Mas estou a gostar da batalha que temos tido, tem-se tornado mais entusiasmante e desafiante e continuo a gostar de trabalhar com esta equipa", sublinhou.

Também Max Verstappen, que tem sido um dos nomes apontados para substituir Hamilton na Mercedes, reafirmou o compromisso com a atual equipa. "Sinto-me muito bem na Red Bull e não há razões para mudar", disse, na conferência de imprensa de lançamento do Grande Prémio de Portugal, que se disputa no Autódromo Internacional do Algarve (AIA) até domingo.

Esta é a terceira de 23 corridas previstas esta temporada.

Hamilton chegou a Portugal na liderança do campeonato, com 44 pontos, mais um do que Verstappen, que, confrontado com os incidentes de outras duplas adversárias no passado, disse apenas que vai "tentar não bater" no carro de Hamilton.

Boicote às redes sociais

O piloto britânico foi questionado sobre o boicote às redes sociais ao longo deste fim de semana em protesto contra os abusos que ali proliferam e admitiu aderir "se isso ajudar a que se tomem medidas".

Admitindo "pouco saber" sobre a iniciativa, Hamilton frisou estar disponível para aderir. "Para mim, é claro que o racismo continua a ser uma questão em cima da mesa e acho que as redes sociais têm de fazer mais alguma coisa para o combater", disse o piloto da Mercedes.

Hamilton mostrou-se, por isso, "apoiante da iniciativa". "Se o facto de eu fazer alguma coisa ajudar a colocar pressão nessas plataformas para lutarem contra isso, então terei todo o gosto em fazê-lo", acrescentou.

Lewis Hamilton recordou, ainda, ter sido vítima de comentários abusadores no início da sua carreira na Fórmula 1 e que não sentiu apoio das instâncias que dirigiam o desporto na altura.

"Fui alvo de abuso há muito, muito tempo, quando era novo, quando lia os comentários nas redes sociais, como fazem muitos, de forma a conectar-me com as pessoas", explicou.

Entretanto, o piloto britânico teve de "compreender que não é possível tudo o que ali está nem levar as coisas a peito. Se deixares que essas coisas te atinjam, pode acabar com o teu dia", sublinhou.

Hamilton disse ainda "acreditar que as companhias que detêm as redes sociais têm de fazer mais".

"Há algoritmos, há coisas que conseguem ver, devem tomar medidas e criar uma sociedade mais anti-racista", concluiu o campeão mundial.

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